Escalação de Ancelotti não bate projeção, mas iguala recorde de continuidade em estreias do Brasil
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June 13, 2026
O treinador italiano mandou a campo Alisson; Ibañez, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Vinicius Júnior, Igor Thiago e Raphinha. Em relação ao time que iniciou a vitória por 2 a 0 sobre a Sérvia na estreia da Copa do Catar, em 2022, foram mantidos seis titulares: Alisson, Marquinhos, Casemiro, Lucas Paquetá, Raphinha e Vinicius Júnior. Conheça: Quem é Igor Thiago, novidade na escalação do Brasil para estreia contra o Marrocos na Copa do Mundo Adversário: Estrela do Marrocos, Hakimi enfrenta o Brasil na Copa enquanto aguarda decisão sobre julgamento por estupro Nos últimos dias, a possibilidade de uma repetição ainda maior chegou a ser levantada por parte da imprensa a partir das formações observadas nos treinamentos da seleção - Danilo e Alex Sandro, os laterais da Copa no Catar, acabaram preteridos por Ibañez e Douglas Santos. Se isso tivesse acontecido, o Brasil de Ancelotti poderia estabelecer isoladamente a maior continuidade já registrada entre duas estreias consecutivas de Copa do Mundo. A escalação oficial, porém, seguiu outro caminho. Ibañez, em Brasil x Croácia Rafael Ribeiro / CBF Mesmo sem atingir esse cenário, a equipe de Ancelotti igualou um recorde que permanecia intacto havia mais de seis décadas. Apenas uma vez na história o Brasil havia repetido seis titulares entre uma estreia e outra em Mundiais: na passagem da conquista de 1958 para o bicampeonato de 1962. Naquele intervalo de quatro anos, permaneceram na equipe Gilmar, Djalma Santos, Nilton Santos, Zito, Didi e Zagallo. Pelé e Garrincha, titulares em 1962, começaram no banco em 1958. Agora, o grupo formado por Alisson, Marquinhos, Casemiro, Lucas Paquetá, Raphinha e Vinicius Júnior alcança a mesma marca. O dado chama atenção porque a manutenção de uma base titular costuma ser rara em Copas do Mundo. Mudanças de ciclo, trocas de comissão técnica, aposentadorias e perda de espaço fazem com que as estreias de um Mundial para outro geralmente apresentem profundas transformações. As duas maiores continuidades da história brasileira ocorreram justamente em momentos bastante diferentes. A primeira veio após a conquista do primeiro título mundial, quando o Brasil chegou ao Chile, em 1962, com uma equipe amplamente consolidada. A segunda aparece agora, em uma seleção que atravessou uma troca de comando após a Copa do Catar, mas preservou parte importante de sua espinha dorsal. Antes de 2026, as maiores continuidades recentes haviam ocorrido entre as Copas de 2002 e 2006, quando cinco titulares permaneceram na equipe — Cafu, Lúcio, Roberto Carlos, Ronaldinho e Ronaldo — e entre 2018 e 2022, com Alisson, Danilo, Thiago Silva, Casemiro e Neymar. Com seis remanescentes, a estreia de Ancelotti diante do Marrocos passa a dividir o topo dessa lista histórica. Não foi o recorde absoluto que chegou a ser desenhado nas projeções dos dias anteriores ao jogo. Mas foi suficiente para colocar a seleção de 2026 ao lado da geração bicampeã de 1958 e 1962 como a que apresentou a maior continuidade entre duas estreias de Copa do Mundo.
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