Investigado por integrar esquema do TCP para expulsar moradores ostentava vida de luxo e viagens internacionais
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June 13, 2026
Durante as investigações da Polícia Civil sobre um esquema do Terceiro Comando Puro (TCP) voltado à expulsão de moradores do entorno do Morro de São Carlos, no Estácio, Região Central do Rio, os agentes identificaram um núcleo responsável pelo suporte financeiro da organização criminosa. Segundo a polícia, o grupo atuava na movimentação e ocultação dos recursos obtidos por meio das extorsões praticadas contra comerciantes e moradores da região. A partir da quebra de sigilo telefônico dos investigados, os policiais descobriram que um dos suspeitos ostentava uma rotina de luxo, com viagens internacionais e passeios em destinos turísticos. Caso Henry Borel: Advogada deixa defesa de Monique em meio à disputa judicial sobre perdão concedido pela juíza Tragédia: Menino de 9 anos morre em acidente entre bicicleta elétrica e ônibus a caminho de casa no Complexo do Alemão Identificado como "Cristiano Portelinha", o investigado aparece em fotografias exibindo um padrão de vida considerado "incompatível com a renda declarada", segundo a polícia. Em alguns registros, ele surge pilotando um jet ski e participando de passeios de quadriciclo. Em outra imagem, aparece posando em Machu Picchu, no Peru. De acordo com a Polícia Civil, as investigações identificaram mais de R$ 20 milhões em movimentações financeiras consideradas atípicas nas contas dos investigados. Pelo menos 21 pessoas físicas e jurídicas estão sendo investigadas por suspeita de envolvimento no esquema. Os agentes cumpriram 43 mandados de busca e apreensão nos Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo nesta sexta-feira. Também foi determinado pela Justiça o bloqueio de R$ 60 milhões, além do sequestro de imóveis, veículos de luxo e outros bens e valores usados pelo bando para ocultar seu patrimônio. Entenda a operação Segundo investigações da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco/IE), o esquema era comandado por chefes do tráfico do TCP. Quatro deles foram identificados como Leonardo Miranda da Silva, o Léo Empada; Marcílio Cheru de Oliveira, o Menor Cheru; Rafael Carlos da Silva Ferreira, o Parazão; e Anderson Rosa Mendonça, o Coelho. Este último se encontra preso à disposição da Justiça por conta de outros crimes. Agentes da Polícia Civil durante operação no Morro de São Carlos Reprodução Segundo a polícia, Parazão é da cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais. Foragido da Justiça daquele estado, ele recebeu apoio do TCP para ficar escondido em comunidades controladas pela facção. Rafael também é suspeito de comandar o tráfico no Morro da Mineira, além de coordenar a venda de armas entre o Rio e Minas. Além de Parazão, que é procurado pela Justiça, também estão com as prisões decretadas e são considerados foragidos os traficantes Léo Empada e Menor Cheru. Léo Empada é considerado foragido da Justiça Reprodução As investigações da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco/IE) revelaram que a quadrilha não se limita ao tráfico de drogas e ao controle armado do São Carlos. O grupo criminoso implantou um sistema de exploração econômica direcionado contra quem vive próximo ao morro, impondo um ambiente de medo a comerciantes e moradores por meio de ameaças, extorsões e constrangimentos. As apurações da Draco/IE apontam que as vítimas eram forçadas a abandonar seus imóveis para que eles fossem transferidos para pessoas ligadas ao tráfico. Esses bens eram usados para ampliar o patrimônio dos bandidos e fortalecer a influência do TCP no São Carlos. — Eles coagiam moradores da região periférica do Morro de São Carlos para que deixassem seus imóveis. Percebemos, durante a investigação, que os alvos eram moradores e comerciantes. O que apuramos é que indivíduos ligados ao tráfico exigiam o pagamento de taxas de comerciantes para que pudessem permanecer nos respectivos locais. Alguns moradores eram forçados a abandonar imóveis ou obrigados a vendê-los por preços muito abaixo do mercado. Depois, os bandidos ocupavam esses imóveis e forjavam documentos para caracterizar a posse. Algumas das residências eram destinadas a pessoas ligadas aos traficantes; outras eram alugadas; e algumas transformadas em imóveis comerciais explorados pelo tráfico — disse o delegado Jefferson Ferreira, titular da Draco/IE. Salários chegaram a quase R$ 3 milhões em um único mês: Conselheiros do TCE-RJ receberam R$ 11,8 milhões em um ano Segundo o delegado, esse tipo de avanço de facções criminosas e também de milícias para áreas no entorno das regiões dominadas por elas já é observado em outras áreas do Rio. As investigações revelaram que empresas de fachada são usadas para ocultar e movimentar os recursos ilegais da facção. A estrutura de lavagem de dinheiro está diretamente ligada à cúpula do TCP e funciona como mecanismo para fortalecer o grupo criminoso e sua expansão patrimonial. — Temos atentado para o avanço das facções criminosas. Estamos combatendo essas expansões— disse o delegado. As investigações revelaram que empresas de fachada são usadas para ocultar e movimentar os recursos ilegais da facção. A estrutura de lavagem de dinheiro está diretamente ligada à cúpula do TCP e funciona como mecanismo para fortalecer o grupo criminoso e sua expansão patrimonial. As provas reunidas pela Draco apontam a atuação dos principais chefes do TCP no esquema. Esses criminosos são responsáveis pela articulação logística com bandidos de Minas Gerais, pela coordenação territorial e pela estrutura patrimonial e financeira utilizada para a ocultação e reinserção do dinheiro do crime na economia formal. Confira a programação: Anitta, Ludmilla, Marisa Monte e João Gomes estão escalados para os shows da Copa na Zona Sul Além do esquema de lavagem de dinheiro, a investigação identificou uma estrutura destinada à venda de armas, responsável pelo abastecimento de comunidades dominadas pelo TCP. As investigações demonstram que integrantes da organização, além de atuarem como operadores financeiros e gestores patrimoniais, também exerciam funções relacionadas à negociação, intermediação e aquisição clandestina de armamentos. Venda de armas Além do esquema de lavagem de dinheiro, a investigação identificou uma estrutura destinada à venda de armas, responsável pelo abastecimento de comunidades dominadas pelo TCP. As investigações demonstram que integrantes da organização, além de atuarem como operadores financeiros e gestores patrimoniais, também exerciam funções relacionadas à negociação, intermediação e aquisição clandestina de armamentos. Durante a operação, os policiais apreenderam drogas, celulares, computadores, dinheiro e um veículo de luxo. O material foi levado para a sede da Draco, na Cidade da Polícia, no Jacaré. Initial plugin text
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