{
"$type": "site.standard.document",
"bskyPostRef": {
"cid": "bafyreihvw3fb5qf43nwyilhh565kr2twzt6mcuxkpv5ev4pfge2ftq7iqy",
"uri": "at://did:plc:jyxhsywpmmdp5j2fxziceuc7/app.bsky.feed.post/3mo4cyvbvinq2"
},
"coverImage": {
"$type": "blob",
"ref": {
"$link": "bafkreigx5bph4l7ubihottoyflyf4pn24zzxahhxb7w5jf5kclx3is4gny"
},
"mimeType": "image/jpeg",
"size": 149291
},
"path": "/mundo/noticia/2026/06/12/partido-de-oposicao-pro-russia-contesta-resultado-de-eleicao-na-armenia-e-pede-anulacao-do-pleito.ghtml",
"publishedAt": "2026-06-12T17:26:28.000Z",
"site": "https://oglobo.globo.com",
"tags": [
"O Globo"
],
"textContent": "\nUma aliança de oposição da Armênia contestou, nesta sexta-feira, o resultado das eleições parlamentares realizadas no último domingo e pediu a anulação da votação, vencida pelo partido do primeiro-ministro armênio, Nikol Pashinian. A legenda pró-Rússia Armênia Forte protocolou uma petição junto à Comissão Eleitoral Central do país alegando irregularidades no processo eleitoral, segundo informações da agência Reuters. Contexto: Primeiro-ministro da Armênia vence eleições e consolida aproximação com o Ocidente, apesar da pressão russa Análise: Vamos falar de Cisjordânia, Argentina e Armênia O pedido foi apresentado após lideranças oposicionistas denunciarem supostas falhas na votação e uma série de medidas que, segundo elas, prejudicaram a campanha de seus candidatos. A aliança afirma que os resultados oficiais não refletem adequadamente a vontade dos eleitores. Nas eleições de 7 de junho, o partido governista Contrato Civil, liderado por Pashinian, conquistou 49,8% dos votos. O resultado garantiu ampla vantagem sobre os principais grupos oposicionistas, em sua maioria alinhados à Rússia. Initial plugin text A Armênia Forte, principal coalizão de oposição, recebeu 23,2% dos votos. Durante a campanha, o grupo defendeu políticas favoráveis ao setor privado e a manutenção das tradicionais relações econômicas e estratégicas entre a Armênia e a Rússia, principal fornecedora de energia para o país do sul do Cáucaso. Por sua vez, a aliança Armênia, liderada pelo ex-presidente Robert Kocharian, recebeu 9,9% dos votos, e o partido Armênia Próspera, recebeu 4%. A participação eleitoral foi de 59%, segundo a Comissão Eleitoral Central. Veja: UE avança com pedido de adesão da Ucrânia após Hungria retirar veto Desde que chegou ao poder em 2018, Pashinian vem tentando reduzir a dependência da Armênia em relação à Rússia e aprofundar as relações com os Estados Unidos e a União Europeia, movimento que gerou críticas de setores políticos favoráveis à manutenção da influência de Moscou no país. A disputa eleitoral ganhou novos contornos na quinta-feira, quando a Comissão Eleitoral Central invalidou os votos registrados em duas seções eleitorais. Segundo relatos da imprensa local, a decisão foi tomada após a identificação de uma concentração incomum de militares nos locais de votação depois do encerramento das urnas. A medida afetou diretamente o partido Armênia Próspera. Segundo a legenda, a anulação dos votos reduziu seu desempenho para abaixo dos 4% necessários para obter representação parlamentar. Entenda: Otan e União Europeia condenam Rússia após drone atingir prédio residencial na Romênia e deixar dois feridos Além das contestações sobre a apuração, partidos de oposição denunciaram uma série de prisões realizadas antes da votação. Segundo os grupos, as ações tiveram como alvo candidatos e apoiadores da oposição. O líder da Armênia Forte, o empresário russo-armênio Samvel Karapetian, classificou a eleição como \"vergonhosa\" e denunciou irregularidades e repressão contra sua campanha. O Comitê de Investigação da Armênia informou ter aberto 59 processos criminais por supostas violações eleitorais, incluindo casos de voto múltiplo, e anunciou a prisão de nove pessoas. Levantamento: Rússia lançou número recorde de drones contra a Ucrânia em maio, aponta análise da AFP Observadores internacionais que acompanharam o processo eleitoral reconheceram a existência de denúncias de compra de votos e outras possíveis violações das regras eleitorais. Ainda assim, afirmaram que a votação ocorreu de forma tranquila na maior parte dos locais visitados. A Comissão Eleitoral Central deverá divulgar os resultados finais da eleição no próximo domingo. Aproximação com o Ocidente Após a divulgação dos resultados preliminares, Pashinian celebrou o que chamou de \"vitória histórica\" de seu partido e afirmou que o resultado garantirá \"a eternidade e o desenvolvimento da Armênia\". O premier prometeu manter o processo de aproximação com os países ocidentais, ao mesmo tempo em que buscará preservar as relações com Moscou. O reposicionamento geopolítico da Armênia se intensificou nos últimos anos. Embora o país continue oficialmente aliado da Rússia, Pashinian passou a criticar Moscou após a derrota armênia para o Azerbaijão em 2020 e a retomada de Nagorno-Karabakh pelos azeris em 2023, episódio que provocou o deslocamento de dezenas de milhares de armênios. Relembre: Após meses de impasse, Armênia e Azerbaijão assinam acordo de paz mediado pelos EUA O governo armênio acusa a Rússia de não ter protegido adequadamente os interesses do país no conflito. Desde então, Erevan congelou sua participação em uma aliança regional liderada por Moscou e passou a aprofundar laços com Bruxelas e Washington, chegando a mencionar uma eventual adesão à UE. A aproximação com o Ocidente foi elogiada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que afirmou que a UE está \"ao lado da Armênia\". O presidente francês, Emmanuel Macron, também manifestou apoio ao fortalecimento das relações entre Erevan e a Europa. (Com AFP)",
"title": "Partido de oposição pró-Rússia contesta resultado de eleição na Armênia e pede anulação do pleito"
}