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MPRJ denuncia 15 pessoas por esquema de loteamentos clandestinos na Zona Oeste do Rio, incluindo três policiais civis e um PM

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo June 11, 2026
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Quinze pessoas, entre elas três policiais civis e um policial militar, foram denunciadas pelos grupos de atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e Especializada em Meio Ambiente (Gaema), do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por envolvimento em uma organização criminosa responsável pela criação e comercialização de loteamentos ilegais no Parque Estadual da Pedra Branca, em Campo Grande, na Zona Oeste da capital. A quadrilha agia, afirma o MP, por meio de estelionato, corrupção e crimes contra o meio ambiente. O prejuízo é estimado em mais de R$ 846 mil reais. Nesta quinta-feira, são cumpridos quatro mandados de prisão e sete de busca e apreensão contra os denunciados. Caso Henry: Cármen Lúcia diz que perdão judicial não foi bem explicado à sociedade e que 'gênero não é salvo-conduto para prática de crime' Voltou para a cadeia: Justiça cassa prisão domiciliar de Danúbia Rangel, ex-mulher do traficante Nem, e determina retorno ao regime semiaberto Os mandados são cumpridos nos bairros de Copacabana, na Zona Sul; Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste; Olaria, na Zona Norte; e Realengo, Magalhães Bastos e Jardim Sulacap, na Zona Oeste. Além do PM e dos policiais civis denunciados, entre os alvos dos mandados de busca também está um delegado da Polícia Civil, até o momento na condição de investigado por participação no esquema. A ação conta com o apoio da Corregedoria da Polícia Civil e da Corregedoria Geral da Polícia Militar. A denúncia descreve que centenas de vítimas foram atraídas pela falsa promessa de adquirir um terreno regularizado para construir a casa própria em uma área verde e arborizada na zona de amortecimento do Parque Estadual da Pedra Branca. Segundo as investigações, Milton de Souza Junior, apontado como chefe do grupo, passava-se por proprietário de terras na região, promovia o parcelamento irregular dos terrenos e vendia os lotes. Para enganar os compradores, utilizava falsos corretores de imóveis, empresas de fachada e laranjas para receber os valores pagos. Laje 'bombando': Jornais britânicos repercutem sucesso turístico da Rocinha impulsionado por vídeos de drones nas redes sociais As investigações também revelaram que a quadrilha era sustentada pela corrupção de agentes públicos, por vínculos com uma milícia da Zona Oeste e por práticas violentas. De acordo com a denúncia, o grupo contava com policiais para obter informações privilegiadas e dificultar o avanço das investigações. Foram também identificadas conversas em que os denunciados discutiam a execução de milicianos rivais. Segundo os investigadores, dados do celular do policial civil Marcos Eduardo Maia, também denunciado, além de confirmar os crimes, revelaram que o esquema de corrupção envolvendo policiais civis da 35ª DP (Campo Grande) era contínuo e duradouro. O Ministério Público afirma que Maia fazia a interlocução com outros policiais civis envolvidos, como Marcello Carvalho de Menezes e Leonardo da Silva Machado, apontados na denúncia como responsáveis por levantar informações de interesse da organização criminosa. Do ladrão de celular com 'meta de produtividade' à mineração de criptomoedas: Como o Complexo da Maré virou uma central de crimes Wilson Renato Ribeiro Matheus seria braço direito de Silva Junior. Já o policial militar Wendel Vale de Oliveira, ainda conforme o MPRJ, era responsável por ceder maquinário, especialmente escavadeiras, para o grupo. Além deles, foram denunciados laranjas, falsos corretores de imóveis e proprietários de maquinário utilizado nas obras. Além do prejuízo financeiro, a quadrilha é acusada de promover graves danos ambientais. O Ministério Público requereu o sequestro de bens dos denunciados e a suspensão do exercício de funções públicas. Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Criminal Especializada da Capital. Confira a programação: Anitta, Ludmilla, Marisa Monte e João Gomes estão escalados para os shows da Copa na Zona Sul O GLOBO tenta localizar as defesas pessoas denunciadas pelo MP. O espaço segue aberto para qualquer manifestação. Initial plugin text

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