Equipe econômica recebeu sinalização que Alcolumbre irá barrar pautas-bomba, mas receio permanece após derrotas
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June 10, 2026
A equipe econômica recebeu do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a sinalização de que pretende segurar no plenário da Casa a votação das chamadas pautas-bomba, propostas que representam elevado impacto fiscal para as contas públicas. Apesar disso, as negociações entre a área econômica, a Secretaria de Relações Institucionais e o comando do Senado seguem em curso. Dados do IR revelam: Quantos brasileiros têm a mesma profissão que você? E qual é o ganho deles? Por que o Pix incomoda tanto os EUA? Especialistas veem confusão entre inovação e barreira comercial Nos bastidores, o sentimento no governo é ambíguo. Há um certo otimismo de que Alcolumbre possa atender aos pedidos do Executivo e evitar o avanço de propostas a ampliação de benefícios para agentes comunitários de saúde e a criação de um piso nacional para médicos. Ao mesmo tempo, integrantes do governo admitem que a sucessão de reveses recentes, especialmente com a aprovação desses projetos em comissões do Senado, dificulta uma visão mais otimista do cenário. Nesta quarta-feira, o governo voltou a sofrer derrotas em votações da proposta de emenda à Constituição (PEC) que amplia a autonomia do Banco Central, além das medidas relacionadas aos agentes comunitários de saúde e ao piso dos médicos. Previdência: Governo adia pente-fino no cadastro do BPC para depois das eleições e prioriza redução da fila do INSS Também preocupa o Palácio do Planalto a possibilidade de o Senado votar no plenário o projeto de renegociação das dívidas rurais, que têm forte apoio da bancada do agronegócio e ja foi aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Integrantes do Planalto temem que o presidente do Senado use essas pautas para desgastar o governo em ano eleitoral. Alcolumbre e Lula estão afastados após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias para uma vaga ao Supremo Tribunal Federal (STF). O governo avalia que Alcolumbre orquestrou a derrota do indicado de Lula. Um ministro que despacha frequentemente com o presidente diz, sob reserva, que o governo está muito preocupado com o avanço dessas pautas, mas afirma que é preciso chamar a responsabilidade do Parlamento nesse processo. Ele diz que o equilíbrio fiscal é algo que Executivo e Legislativo devem ter em mente, não somente o governo federal. Especialistas apontam as diferenças: PEC do fim da escala 6x1 concorre no Senado com proposta de contratação por hora Essa preocupação foi expressada pelos ministros José Guimarães (Secretaria de Relações Institucionais) e Dario Durigan (Fazenda) para Alcolumbre em reunião nesta terça. Pela manhã, Guimarães tratou desse tema com senadores do PT em reunião da bancada e cobrou articulação dos parlamentares para evitar o avanço dessas pautas. O temor da equipe econômica é que a aprovação desse conjunto de medidas amplie as pressões sobre as contas públicas em um momento em que o governo busca reforçar o compromisso com o equilíbrio fiscal e cumprir as metas previstas no arcabouço fiscal. Escala 12hx36h, contratações e busca de crédito: Como pequenas empresas tentam se adaptar ao fim da 6x1? Paralelamente às negociações para conter as pautas de impacto fiscal, os articuladores políticos do governo trabalham para viabilizar uma reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Alcolumbre. A expectativa é que o encontro ajude a destravar a tramitação da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1, uma das principais bandeiras defendidas por setores da base governista. Segundo interlocutores envolvidos nas conversas, a reunião é dada como certa, mas ainda não há uma data definida para que ela ocorra. Initial plugin text
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