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Parada LGBT+ chegou a reunir 36,8 mil pessoas neste domingo em São Paulo, mostra levantamento da USP

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo June 7, 2026
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A Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, que tem a 30ª edição neste domingo (7), chegou a reunir 36,8 mil pessoas na Avenida Paulista, de acordo com levantamento realizado pelo "Monitor do debate político", feito pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento da Universidade de São Paulo (Cebrap-USP) e pela ONG More in Common. Parada LGBT+: Com slogan político, evento tem profusão de camisas e bandeiras do Brasil Por volta das 14h37, no momento com maior concentração, a Parada LGBT+ somava entre 32,3 mil e 41,2 mil pessoas, uma vez que a margem de erro é de 12%. Em 2025, a estimativa de pico de publico foi de cerca de 48,7 mil pessoas; em 2024, eram 73,6 mil presentes, segundo o mesmo levantamento. O método do Cebrap/USP e ONG More in Common tem uma precisão de 72,9% e uma acurácia de 69,5% na identificação de indivíduos para estimar o público de grandes eventos. O erro percentual absoluto médio é de 12%, para mais ou para menos, em imagens aéreas com mais de 500 pessoas. Veja imagens da Parada do Orgulho A 30ª edição da Parada teve queda no número de patrocinadores e trios elétricos — além de enfrentar resistências políticas, a exemplo de um projeto de lei municipal que tenta limitar a celebração. Os responsáveis pelo levantamento tiraram fotos aéreas da Avenida Paulista em seis horários (11h32, 12h22, 12h58, 13h32, 14h12 e 14h37) para determinar o pico, depois usaram 27 imagens do auge de concentração para estimar o público. As imagens cobriram toda a extensão da Parada, sem sobreposição. A mesma metodologia vem sendo usada pelo grupo desde 2022 para calcular o público de diversos eventos políticos. Política em pauta Neste ano, a organização do evento elegeu a importância do voto e a defesa dos direitos da comunidade LGBT+ como o tema central de 2026, sob o slogan "A rua convoca, a urna confirma". Dessa forma, diversos frequentadores foram à Avenida Paulista com bandeiras e camisas do Brasil. — Hoje podemos por a bandeira do Brasil na nossa causa, símbolo que por muito tempo foi apropriado pela extrema-direita — diz a frequentadora e assistente social Silvia Maria de Lima, de 58 anos, que trabalha em uma ONG voltada para o atendimento de pessoas portadoras de HIV. A Associação da Parada do Orgulho LGBT, ONG responsável pela organização e atualmente presidida por Nelson Matias Pereira, calcula que, entre 2025 e 2026, a saída de grandes empresas patrocinadoras provocou uma queda de 60% na receita destinada à realização da festa. No ano passado, foram 12 marcas apoiando o evento. Em 2026, são apenas três empresas: a patrocinadora oficial Amstel, o Grupo L'Oréal no Brasil como copatrocinador e a Philip Morris Brasil como apoiadora. Avenida Paulista, em São Paulo, recebe 30ª edição da Parada do Orgulho LGBT+ Maria Isabel Oliveira / O Globo Neste ano, foi confirmado o desfile de 14 trios elétricos, uma queda em relação a infraestrutura de 2025, quando houve 19.O encolhimento ocorre em meio a uma retração global de investimentos corporativos em diversidade e inclusão. Na Câmara de Vereadores da capital paulista, em maio, um projeto de lei aprovado em primeira votação tenta proibir a presença de crianças e adolescentes e eventos públicos e privados que façam "alusão ou fomente práticas LGBT+". O texto tenta ainda impor uma classificação indicativa para maiores de 18 anos e multas em caso de descumprimento, além de impedir a interdição de vias públicas para realização de eventos como a Parada.

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