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  "publishedAt": "2026-06-06T20:59:22.000Z",
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    "O Globo"
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  "textContent": "\nO Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que acionou, pela primeira vez, o plano para gestão de excedentes de energia do sistema nacional, que será aplicado neste domingo. Isso ocorre por conta da forte produção de energia solar em telhados de residências e empresas e pelo consumo baixo ocasionado pelas temperaturas amenas, pelo fato de ser um domingo, quando há muito menos demanda da indústria e do comércio, e pelo feriado prolongado. Em dias de forte irradiação solar e temperaturas amenas, quando a carga é reduzida e a contribuição da micro e minigeração distribuída (como é chamada a geração de energia em telhados) alcança patamares elevados, o sistema elétrico pode ser submetido a situações de demanda líquida muito baixa. Essa demanda mais baixa coincide com uma grande quantidade de geração que o sistema não consegue controlar (como a energia renovável) e com baixa capacidade de inércia, de controle de frequência e de controle de tensão — que são fundamentais para manter a segurança do sistema. Desse modo, essas situações podem afetar a capacidade de o ONS manter a operação segura. Uma data considerada emblemática desse cenário foi o Dia dos Pais do ano passado, quando o sistema passou perto de um colapso momentâneo. Foi uma situação causada por um excesso de geração de energia por painéis solares e a falta de controle que o operador do sistema tem sobre esses aparelhos. Para amanhã, o ONS solicitou a redução dos recursos da geração centralizada, que são as grandes usinas e que estão sob sua responsabilidade, como grandes hidrelétricas. Esgotada essa providência, foi necessário colocar em prática o Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição, aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica. O ONS acionou as distribuidoras para que reduzissem a geração sob sua área de concessão, uma vez que o operador não possui controle sobre essas fontes. Com isso, serão cortadas usinas de pequeno porte, conectadas diretamente à rede de distribuição e que não são controladas pelo operador. Em geral, Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), usinas a biomassa e usinas eólicas e solares de menor porte. O operador disse em nota que seguirá acompanhando e coordenando ações no sistema, fazendo a gestão dos recursos disponíveis, de acordo com a demanda da sociedade em comunicação direta com os agentes do setor. “Segue também atento à nova realidade eletroenergética e trabalhando para garantir a segurança e a eficiência do sistema, de acordo com os procedimentos de rede vigentes\".",
  "title": "Excesso de energia leva ONS a exigir pela primeira vez corte de produção até de pequenas usinas"
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