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"publishedAt": "2026-06-05T09:26:58.000Z",
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"textContent": "\nFalsa advogada, herdeira de uma fortuna e comerciante de obras de arte e imóveis. É assim, segundo a Polícia Civil, que Michele Coelho Montenegro, suspeita de envolvimento em um esquema de estelionato e apropriação indébita relacionados à negociação fraudulenta de quadros, costumava se apresentar às suas vítimas. Presa preventivamente desde quarta-feira, ela passará por audiência de custódia nesta sexta-feira. Além deste caso, o delegado Marcos Buss, titular da Delegacia de Defraudações (DDEF), conta que Michele é citada em 17 procedimentos de investigação que tramitam na Polícia Civil. Suspeita de estelionato: falsa advogada presa por negociação fraudulenta de obras de arte era nomeada na Secretaria da Casa Civil, que a exonerou hoje Investigação: falsa advogada é presa suspeita de fraude milionária envolvendo obras de arte e imóveis de alto valor; prejuízo é de mais de R$ 2 milhões Michele é a principal investigada do esquema, teria construído uma falsa imagem de credibilidade para conquistar a confiança de uma vítima, um antiquário. Segundo as apurações, a mulher fazia promessas de negócios lucrativos para induzir o homem a realizar pagamentos antecipados e adiantamentos financeiros. Até farinha controlada pelo crime: polícia faz operação contra grupo que obriga comerciantes a comprar alimentos de milicianos e traficantes A vítima, ainda conforme Buss, entregou à mulher quatro obras de arte avaliadas em R$ 10 milhões, a fim de que ela intermediasse uma venda. Em troca, Michele deu quatro cheques como garantia, todos posteriormente devolvidos por falta de fundos. Além disso, segundo a DDEF, ela também teria recebido um adiantamento de R$ 2 milhões do galerista como sinal da intermediação de um suposto negócio que seria realizado com uma galeria de arte de São Paulo. Michele Coelho Montenegro ao ser presa em Ipanema Reprodução — Ela se apresentava como advogada, como se fosse herdeira de uma fortuna e como comerciante de arte e imóveis. Ela se aproximou da vítima, que é galerista, e se ofereceu para negociar quadros. Ele entregou a Michele quatro obras de arte, sendo dois quadros do artista plástico Ivan Serpa e dois de Sérgio Camargo. Juntas, as obras somam um valor de R$ 10 milhões. Ela ainda pediu um adiantamento de R$ 2 milhões à vítima, além de solicitar R$ 120 mil de entrada pela venda de um apartamento que não era dela — explicou o delegado. O quadro encontrado pelos policiais Reprodução Na ação desta quarta-feira, os policiais da DDEF cumpriram ainda nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça em endereços ligados aos alvos das investigações em Ipanema, na Zona Sul do Rio; no Recreio dos Bandeirantes e na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste; e no município de Niterói, na Região Metropolitana. Possível golpe: polícia investiga suspeita de fraude em testamento de empresário morto que tinha patrimônio estimado em mais de R$ 1 bilhão Em um dos endereços, os policiais encontraram um dos quadros que pertenciam ao galerista, entregue pela vítima havia mais de um ano. A obra estava com um homem que foi preso em flagrante por receptação. Ele e Michele se reservaram ao direito de falar apenas em juízo. Segundo a polícia, Michele responde pelos crimes de estelionato e apropriação indébita. Caso Henry Borel: defesa de Monique exibe camiseta com foto da ré e do filho ao iniciar sustentação A mulher estava nomeada como assessora da Secretaria Estadual da Casa Civil, com salário líquido de R$ 12 mil, sob o nome de Mia Montenegro. Após tomar conhecimento do caso, a pasta exonerou Michele em edição extra do Diário Oficial publicada nesta quarta-feira. Em nota, o Governo do Estado, por meio da Casa Civil, confirmou a exoneração e informou que a falsa advogada \"foi nomeada no Poder Executivo Estadual na gestão passada, quando ainda não existiam os procedimentos de compliance para nomeações\". Procurada, a defesa de Mia Montenegro disse que ela é uma vítima e que busca acesso aos autos para tudo ser esclarecido. Abaixo, a íntegra de uma nota enviada pelo advogado Paulo Gomes Rangel Neto. \"Mia Montenegro foi mais uma vítima, dentre outras, nos fatos investigados, e isso será provado sem dificuldade. Seus advogados seguem buscando acesso aos autos para que tudo seja esclarecido e para que ela volte à liberdade a que tem direito. \" Initial plugin text",
"title": "Falsa advogada suspeita de dar golpe de R$ 10 milhões em dono de galeria de arte é investigada em 17 inquéritos"
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