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"publishedAt": "2026-06-04T07:01:25.000Z",
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"O Globo"
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"textContent": "\nÉÉ Alcione quem tem no currículo a primeira parceria de Zeca Pagodinho e Jorge Aragão a ser gravada: “Mutirão de amor” (1983) — aquela que diz que “Cada um de nós deve saber se impor/E até lutar em prol do bem-estar geral”. É com ela que os três amigos abrem “O maior encontro do samba”, sábado, no Maracanã, em noite que terá Martinho da Vila como convidado. O show de abertura será de Arlindinho cantando o repertório do pai, Arlindo Cruz. Fafá de Belém: ‘Há coisas que faço de graça, e outras que nem por dinheiro nenhum’ Geraldo Azevedo: ‘Quero dizer muito mais coisas’ — O samba é mais que um encontro de sambistas. O samba é a música deste país — enfatiza Alcione, que “bota ordem” em Zeca e Aragão nos ensaios, entre músicas, causos e muitas risadas. — Ele conta a (nossa) história: a tristeza, a alegria... É a música do brasileiro. Encontro caseiro: os amigos Jorge Aragão, Alcione e Zeca Pagodinho num clima de intimidade Reprodução/Instagram Sob a batuta do diretor musical Pretinho da Serrinha , as histórias dos três se entrelaçam às de outros bambas em 36 canções (ou “pot-pourris”). Ora os três cantam juntos (como em “O sol nascerá”, de Cartola e Elton Medeiros, e “A voz do morro”, de Zé Keti, por exemplo), ora em dupla ou sozinhos. No pacote de clássicos, Alcione e Zeca fazem dueto em “As rosas não falam”, mais uma de Cartola. Com Aragão, ela canta “Enredo do meu samba”, parceria dele com Dona Ivone Lara. Já Zeca e Aragão cantam juntos uma parceria de sucesso, “Não sou mais disso”. Não podem ficar de fora, claro, hits das carreiras de cada um, como “Malandro” (Aragão), “Sufoco” (Alcione) e “Deixa a vida me levar” (Zeca). Referência para gerações seguintes e voz de clássicos atemporais como “Samba pras moças” (Roque Ferreira e Grazielle), Zeca garante que não pensa em nada que envolva fazer parte de uma “realeza” da música. — Acho legal que as pessoas gostem do nosso samba. Nunca pensei em fazer sucesso e nem ser cantor, queria apenas ouvir minha música nas rádios, nas vozes de outros artistas — recorda, entre um ensaio e outro. — Mas Beth Carvalho (1946-2019) me encontrou, gravou “Camarão que dorme a onda leva”, me jogou no palco e desde esse dia a minha vida virou pelo avesso. Zeca Pagodinho e Beth Carvalho em 1986 Divulgação Os muitos fãs agradecem a Beth e buscam, da plateia, não deixar o samba morrer. Como? Alcione dá algumas dicas de ouro: — (Devemos) fazer com que este samba seja executado e ouvido em todo o Brasil. O samba tem que participar dos maiores acontecimentos deste país porque ele é a nossa música. Depois do Rio, a turnê de estádios segue para São Paulo (20 e 21/6 e 31/10, no Allianz Parque), Brasília (19/9, na Arena BRB Mané Garrincha), Curitiba (7/11, na Arena da Baixada), Porto Alegre (14/11, no Estádio Beira-Rio), Belo Horizonte (28/11, no Estádio Mineirão) e Salvador (19/12, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova). Os ingressos estão à venda via Eventim (clique aqui). “O maior encontro do samba” é realizado pela 30e e apresentado pelo Itaú Live. Programe-se: ‘O maior encontro do samba’ no Rio Onde: Estádio do Maracanã Quando: Sábado (6), a partir das 15h (show às 19h) Quanto: De R$ 206,50 (Cadeira Inferior Sul) a R$ 381,50 (Maracanã Mais Leste), com 1kg de alimento Classificação: 16 anos",
"title": "‘Nunca pensei em fazer sucesso’, diz Zeca Pagodinho, que estreia ‘O maior encontro do samba’ com Jorge Aragão e Alcione"
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