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Por que rostos de celebridades têm alimentado debates sobre rejuvenescimento discreto

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo June 4, 2026
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Nos últimos meses, comentários sobre a aparência de celebridades como Virgínia Fonseca, Anitta, Brad Pitt e Emma Stone voltaram a ganhar espaço nas redes sociais. Em comum, observadores apontam uma imagem considerada mais descansada e rejuvenescida, sem mudanças drásticas nos traços. Embora nenhum deles tenha confirmado ter recorrido a um lifting endoscópico, a técnica tem sido frequentemente citada em discussões sobre os novos caminhos do rejuvenescimento facial, cada vez mais associados à busca por resultados discretos. Entenda: Por que a busca por naturalidade virou tendência entre celebridades Naturalidade em alta: por que cada vez mais famosas estão reavaliando procedimentos estéticos no corpo O interesse acompanha uma transformação mais ampla no universo da estética. Se por muito tempo procedimentos faciais foram associados a alterações evidentes, hoje cresce a procura por intervenções capazes de suavizar sinais do envelhecimento preservando características individuais. Nesse contexto, o lifting endoscópico vem ganhando espaço entre pacientes que desejam melhorar a sustentação da face sem modificar a identidade visual. A técnica utiliza pequenas incisões e o auxílio de uma câmera endoscópica para acessar estruturas profundas do rosto. A partir desse acesso, é possível reposicionar tecidos que sofreram deslocamento ao longo do tempo, especialmente em regiões como testa, sobrancelhas e área dos olhos. Segundo o cirurgião plástico facial Yuri Moresco, o procedimento reflete uma mudança na forma como o envelhecimento passou a ser tratado dentro da cirurgia facial. "O envelhecimento facial não acontece apenas na superfície. Existe deslocamento de tecidos, perda de sustentação e mudança na posição anatômica das estruturas faciais. O lifting endoscópico permite atuar nesses planos profundos de forma mais precisa, buscando rejuvenescimento com naturalidade e sem aspecto artificial", explica. A preferência por resultados menos perceptíveis tem influenciado tanto pacientes quanto profissionais da área. Em vez de transformações marcantes, o objetivo costuma ser amenizar aspectos associados ao cansaço ou à perda de sustentação, mantendo expressões e proporções faciais. Ao contrário da ideia popular de que o lifting facial consiste apenas em tensionar a pele, especialistas explicam que as técnicas mais modernas priorizam o reposicionamento das estruturas internas da face. "O objetivo não é tensionar excessivamente a pele. Trabalhamos reposicionando tecidos que sofreram queda ao longo do tempo, respeitando anatomia, proporções e individualidade do paciente. Um bom rejuvenescimento não deve apagar características pessoais nem alterar expressão", afirma o médico. Outro fator apontado por profissionais é a possibilidade de realizar o procedimento por meio de acessos menores, geralmente escondidos no couro cabeludo. Com o auxílio da câmera endoscópica, o cirurgião consegue visualizar áreas profundas da face, o que pode contribuir para incisões mais discretas e uma recuperação diferente daquela observada em cirurgias mais extensas. "Por ser realizado com auxílio endoscópico, conseguimos visualização detalhada das estruturas profundas através de acessos menores. Em muitos casos isso significa menor trauma tecidual, cicatrizes discretas e recuperação mais organizada, embora cada paciente tenha um processo individual", diz Moresco. Entre as áreas mais frequentemente tratadas estão as sobrancelhas, a testa e a região dos olhos, locais diretamente relacionados à percepção de cansaço e à perda gradual de sustentação facial. "Muitos pacientes procuram o lifting endoscópico porque sentem que o rosto parece cansado, pesado ou triste, mesmo sem grande excesso de pele. A indicação correta depende de uma avaliação detalhada para entender quais estruturas realmente precisam de reposicionamento", destaca. O valor do procedimento varia conforme fatores como equipe médica, hospital, cidade e associação com outras cirurgias faciais, podendo ficar entre R$ 25 mil e R$ 60 mil no Brasil. Apesar da popularização da técnica, especialistas ressaltam que a escolha do tratamento depende das características e necessidades de cada paciente. "O melhor procedimento não é o mais moderno, mas aquele que atende à necessidade anatômica daquele paciente. Existem casos em que o lifting endoscópico oferece excelente resultado e outros em que técnicas mais amplas são necessárias", conclui.

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