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Câmara dos EUA vota pelo fim da guerra com o Irã, em repreensão bipartidária a Trump

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo June 3, 2026
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A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos votou nesta quinta-feira para obrigar o presidente Donald Trump a retirar as forças americanas do Irã ou obter a aprovação do Congresso para continuar a guerra, depois que quatro republicanos se uniram aos democratas, em um sinal marcante da crescente oposição a uma campanha militar que já dura quatro meses. A resolução tem um alcance principalmente simbólico devido ao poder de veto detido por Trump. Análise: Como a estratégia de Israel no Líbano foi frustrada pelo Hezbollah e por Trump Relatório: Bloqueio de sinais de GPS em regiões do Oriente Médio é resultado provável de 'guerra eletrônica' A votação foi de 215 a 208 para aprovar a Resolução sobre os Poderes de Guerra, enviando-a para o Senado. Mesmo que fosse aprovada por ambas as casas, a capacidade dos legisladores de forçar um presidente a retirar tropas permanece uma questão jurídica controversa, e Trump e seus principais assessores rejeitaram qualquer tentativa do Congresso de limitar seus poderes de guerra como inconstitucional. Embora as poucas deserções tenham sido notáveis, quase todos os republicanos votaram contra. A maioria aceitou a alegação do governo Trump de que o Irã representava uma ameaça iminente aos Estados Unidos, a disposição legal estabelecida pela Resolução sobre Poderes de Guerra, de 1973, para que o presidente ordenasse ataques contra um adversário estrangeiro sem a permissão do Congresso. Oportunidade perdida: Como a guerra entre EUA, Israel e Irã enterrou a melhor chance de desarmar o Hezbollah no Líbano A votação na Câmara foi apenas o primeiro passo em um caminho complicado e provavelmente árduo para a resolução. Agora, ela segue para o Senado, que, de acordo com a lei, deve analisá-la em cerca de duas semanas e meia. Embora historicamente o Congresso tenha utilizado resoluções conjuntas para expressar sua posição sobre um assunto sem a necessidade de aprovação presidencial, a Suprema Corte decidiu em 1983 que, para que as ações do Congresso tenham efeito legal vinculante, elas devem passar pelo processo legislativo padrão, incluindo a apresentação ao presidente para serem sancionadas como lei. Isso significa que qualquer tentativa de tornar a diretiva de retirada das forças americanas do Irã legalmente aplicável quase certamente exigiria a assinatura de Trump, ou que dois terços de ambas as casas do Congresso votassem para derrubar um veto. Initial plugin text Divisões entre republicanos A votação na Câmara, e uma semelhante no Senado no mês passado, quando alguns dissidentes republicanos romperam com o presidente e se opuseram à guerra, indicam uma crescente disposição por parte de alguns membros do partido do presidente em pressioná-lo para encerrar um conflito que a maioria dos americanos diz não valer os custos. A aprovação foi uma notável repreensão a Trump e à sua condução da guerra, depois de ele ter repetidamente rejeitado qualquer tentativa do Congresso de limitar seu poder e de o Partido Republicano ter, em grande parte, cedido suas prerrogativas nesse sentido, submetendo-se a ele repetidas vezes. Os republicanos haviam adiado abruptamente a votação duas semanas antes, reconhecendo que não tinham votos suficientes para derrotar a medida e querendo evitar a si mesmos e ao presidente a afronta. Mas eles não conseguiram avançar nos dias seguintes na conquista de novos apoiadores, já que o conflito se arrastou e Trump fez poucos progressos para encerrá-lo. E os líderes republicanos não puderam adiar a votação por mais tempo porque os democratas invocaram a resolução, que exige a consideração de tais medidas dentro de um prazo limitado. Entenda: Depois do pedágio no Estreito de Ormuz, Irã vê cabos submarinos no Golfo Pérsico como nova 'fonte de renda' A medida também foi o mais recente reflexo das divisões entre os republicanos no Congresso e o presidente em uma série de questões, à medida que seus interesses divergem na corrida para as eleições legislativas de meio de mandato. Ela ocorreu depois que os senadores republicanos forçaram Trump, nos últimos dias, a abandonar seu pedido de US$ 1 bilhão (R$ 5 bilhões) em verbas de segurança para seu projeto de salão de baile e um plano anunciado pelo Departamento de Justiça para criar um fundo federal para indenizar pessoas que acusam o governo de tê-las vitimizado. Com New York Times.

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