Romário contraria PL e anuncia voto a favor de PEC pelo fim da escala 6x1
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June 3, 2026
O senador Romário (PL-RJ) anunciou em um post nesta quarta-feira que votará a favor da PEC pelo fim da escala 6x1. A decisão contraria a postura de outros integrantes do PL, que têm demonstrado apoio a uma proposta alternativa apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), que flexibiliza a jornada de trabalho, permitindo a escolha entre um regime comum previsto pela Consolidação das Leis de Trabalho (CLT) ou um modelo baseado no total de horas trabalhadas. De aborto à maioridade penal: Oposição no Congresso tenta aprovar propostas que são bandeiras eleitorais antes da campanha Análise: Lula usa reunião ministerial para alinhar discurso e ações do governo de olho na eleição Inicialmente, Romário havia sido signatário do projeto de Marinho, mas pediu a retirada de sua assinatura do texto em um ofício encaminhado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). "Diante das dúvidas e interpretações geradas em relação à PEC nº 12/2026, entendo ser necessário retirar minha assinatura da proposta, a fim de reafirmar a coerência do posicionamento que venho sustentando perante a população brasileira e de preservar o amplo debate sobre medidas que efetivamente contribuam para a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores”, afirmou Romário. Já pelas redes sociais, o senador anunciou que apoiaria a PEC defendida pelo governo e disse que, em função disso, pediu a retirada do seu nome do texto alternativo. "Depois de analisar melhor a proposta, entendi que muita gente viu o texto como algo prejudicial ao trabalhador brasileiro, e, se o povo entende assim, não faz sentido eu continuar nela". A reação de Romário veio também após apoiadores da pauta sobre o fim da 6x1, como o vereador do Rio de Janeiro Rick Azevedo, cobrarem ao longo do dia o parlamentar sobre sua postura. Agora em discussão no Senado, o texto provocou um revés na bancada bolsonarista na Câmara, que precisou recalcular a rota e se manifestar favorável ao projeto na semana passada, como mostrou o GLOBO. O aval dado pela sigla à proposição na véspera da votação representou uma inversão na posição defendida até então por seus integrantes, críticos por considerá-la um ativo eleitoral para o presidente Lula.
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