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"textContent": "\nNa primeira Copa do Mundo com 48 seleções da história, 1.248 jogadores foram convocados. O prazo para envio das lista finais à Fifa se encerrou no dia 1º de junho e o GLOBO fez um levantamento com os dados e estatísticas dos atletas. A partir de agora, são permitidos cortes com substituição apenas em razão de lesões ou problemas médicos até 24 horas antes da estreia de cada seleção. Portanto, até dia 16 de junho, quando as últimas equipes estreiam na competição, é possível que algumas mudanças ainda ocorram. Onde atuam os jogadores Raio-x de todos os jogadores convocados para a Copa do Mundo Editoria de Arte A força econômica do futebol europeu se reflete nos números. Quase 70% dos jogadores atuam no Velho Continente (849 jogadores). Não coincidentemente, o top 5 dos países onde mais atuam atletas é formado pelas cinco principais ligas do futebol europeu (Inglaterra, Alemanha, França, Espanha e Itália, nesta ordem no ranking). O futebol inglês é o centro que mais fornece jogadores. Quase 20% dos convocados (200) atuam na Inglaterra, sendo 161 na Premier League. Somente a segunda divisão inglesa (36), por exemplo, já tem mais representantes na Copa que o Campeonato Brasileiro (32), que aparece em 11º lugar com número recorde de atletas. O primeiro país fora da Europa a aparecer na lista é a Arábia Saudita, com 49 atletas, impulsionada pelo poderoso investimento do Fundo Soberano Saudita (PIF) nos clubes locais. Clubes com mais convocados Clubes com mais representantes na Copa do Mundo Editoria de Arte Dentre os 449 clubes com convocados para a Copa de 2026, o Manchester City é o que terá o maior número de representantes. Ao todo, 19 atletas do time inglês foram chamados para o Mundial. A equipe terá jogadores em 12 seleções: Inglaterra, Portugal, Croácia, Holanda, Argélia, Bélgica, Egito, Espanha, França, Gana, Noruega e Uzbequistão. Com o número, o Manchester City volta a ter o recorde de convocados para uma Copa do Mundo. No Mundial do Catar de 2022, o Bayern de Munique, com 17 atletas, havia batido a marca que pertencia ao clube inglês, que em 2018, na Rússia, teve 16 convocados. Com 12 convocados, o Al-Hilal, da Arábia Saudita, aparece em sexto na lista e é o clube de fora da Europa com mais jogadores chamados para a Copa do Mundo. O clube conta com Bono (Marrocos); Darwin Núñez (Uruguai); Théo Hernández (França); Kalidou Koulibaly (Senegal); Rúben Neves (Portugal); além de Hassan Tambakti, Ali Lajami, Moteb Al-Harbi, Nasser Al-Dawsari, Mohamed Kanno, Sultan Mandash e Salem Al-Dawsari (Arábia Saudita). Dos times brasileiros, o Flamengo é quem aparece mais bem colocado: o rubro-negro está na 18ª colocação, com nove jogadores no Mundial. Os representantes do Flamengo na Copa são: Alex Sandro, Danilo, Léo Pereira e Lucas Paquetá (Brasil), Plata (Equador), Carrascal (Colômbia), Arrascaeta, Varela e De la Cruz (Uruguai). O número de jogadores coloca o time brasileiro à frente de clubes como Chelsea, Tottenham e Inter de Milão. Clubes do próprio país Jogadores convocados para a Copa que atuam em times do próprio país Editoria de Arte Com sete convocados do Brasileirão, quatro do Flamengo (Danilo, Léo Pereira, Alex Sandro e Paquetá), um do Botafogo (Danilo Santos), um do Grêmio (Weverton) e um do Santos (Neymar), o Brasil fica em 18º lugar no ranking de jogadores que atuam em clubes do próprio país. No topo da lista estão Arábia Saudita e Catar, ambos com 25 representantes. Inglaterra, Alemanha e África do Sul completam o top 5. Por outro lado, sete seleções não tiveram nenhum jogador de times do próprio país. O destaque é para o Uruguai, a única campeã do mundo sem atletas do futebol local. Médias de idade Médias de idade das seleções da Copa do Mundo Editoria de Arte As seleções de menor média de idade da Copa são Costa do Marfim (26,65), Equador (26,05) e Marrocos (26,37). Esta última, inclusive, será a adversária da estreia do Brasil na Copa — a seleção brasileira tem a sétima maior média da competição (29,18). As únicas seleções com médias de idade superiores a 30 anos são Panamá (30,40), Irã (30,31) e Colômbia (30,06). Os mais novos e os mais velhos da Copa Jogadores mais jovens e mais velhos da Copa do Mundo 2026 Editoria de Arte Entre os 1.248 jogadores inscritos para a Copa do Mundo, apenas um irá disputar a competição com menos de 18 anos: Gilberto Mora, do México. Aos 17 anos, o meia do Tijuana é considerado uma grande joia em seu país e será o atleta mais jovem a jogar o Mundial deste ano. Mora lidera a lista dos mais jovens desta Copa, seguido de outros 11 atletas que terão 18 anos quando a bola rolar para o primeiro jogo da competição. O principal nome é Lamine Yamal, astro do Barcelona e da Espanha. Por outro lado, o jogador mais velho da competição será o goleiro Craig Gordon, da Escócia, que irá disputar sua primeira Copa do Mundo aos 43 anos. Provável titular da equipe, ele deve enfrentar o Brasil na terceira rodada do Grupo C. O Mundial ainda terá o recorde de atletas com 40 anos ou mais em uma mesma edição: serão oito apenas neste ano, marca que iguala o número total da história do torneio. Antes disso, somente oito atletas disputaram a Copa nesta faixa etária desde 1930. Os principais quarentões são Cristiano Ronaldo, Guillermo Ochoa, Luka Modric e Manuel Neuer. O único que irá completar 40 anos durante a Copa é Muslera, do Uruguai, que faz aniversário um dia após a estreia da sua seleção. Dos oito atletas na faixa dos 40, cinco são goleiros (Gordon, Ochoa, Neuer, Josimar Dias e Muslera) e dois são estreantes em Copas (Gordon e Josimar Dias). Médias de altura A seleções com maior média de altura desta Copa, que podem usar e abusar das jogadas de bolas aéreas, são Bósnia e Noruega, com 1,872m. O Brasil, com uma das equipes mais altas de sua história, não fica muito atrás, com uma média de 1,828m. Já a seleção mais baixa é a do Panamá, com 1,784m. Entre os jogadores, o mais alto é Florian Wiegele, da Áustria, com 2,05m, enquanto o mais baixo é Cesar Yanis, justamente do Panamá, com 1,60m. *Levantamento feito por: Arthur Falcão, Breno Angrisani, Davi Ferreira, Felipe Siqueira, João Pedro Fragoso, Leonardo Siqueira, Sharon Prais e Vitor Seta, do O GLOBO. Coordenação: Felipe Siqueira.",
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