{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreibppwo7vwuhh6wq47sb2ay4bxi24jm5qlogx3cbtz3iqy5emkd5fm",
    "uri": "at://did:plc:jyxhsywpmmdp5j2fxziceuc7/app.bsky.feed.post/3mn64dsuapl72"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreichmknhje6ngqtdy2s4gp4xnpyildbqafn6frvej7kjwsjosvrf3a"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 2300405
  },
  "path": "/rio/noticia/2026/05/31/preciso-sair-daqui-eu-nao-estou-bem-diz-baba-em-meio-a-tensao-no-julgamento-do-caso-henry.ghtml",
  "publishedAt": "2026-05-31T15:46:02.000Z",
  "site": "https://oglobo.globo.com",
  "tags": [
    "O Globo"
  ],
  "textContent": "\nUma das oitivas mais aguardadas de todo o julgamento da morte de Henry Borel foi marcada por momentos de forte tensão emocional neste domingo. Em meio ao depoimento, a babá Thayná de Oliveira Ferreira se inclinou em direção à própria advogada e, em voz baixa, afirmou: Caso Henry: sexto dia de julgamento chega ao fim após mais de oito horas de sessão e depoimento de três testemunhas Caso Henry: após irmão de Monique Medeiros ser ouvido por oito horas, depoimento de babá é adiado para domingo — Eu preciso sair daqui. Eu não estou bem. A fala ocorreu após uma sequência de questionamentos e interrupções envolvendo a defesa de Monique Medeiros, a acusação e a própria testemunha. Ao longo do depoimento, Thayná reafirmou que relatava a Monique, em tempo real, situações que considerava preocupantes envolvendo Henry e Jairinho, chegando a classificar o que ocorria com a criança como uma “tortura”. A defesa de Monique passou então a questionar a conduta da própria babá, sugerindo que, se ela acreditava que Henry corria risco, também teria permanecido inerte diante da situação. Em diversos momentos, os advogados tentaram explorar o fato de Thayná nunca ter procurado a polícia para denunciar os episódios que descreveu em plenário. Em resposta, a babá afirmou que também ficava nervosa e assustada diante das situações que presenciava. — Eu também ficava nervosa, assim como o Henry — afirmou Thayna. Ela sustentou que nunca viu uma agressão física acontecer diante de seus olhos, mas relatou ter testemunhado circunstâncias que a preocupavam, como momentos em que a criança ficava trancada em um quarto com Jairinho, além de marcas que observava no corpo do menino. Segundo Thayná, ela chegou a sugerir a Monique a instalação de câmeras no apartamento para registrar o que acontecia e também para se resguardar. — Eu pedi para ela colocar câmeras — afirmou a babá. A babá também reiterou que Monique tinha conhecimento dos fatos que ela relatava e recebia mensagens suas sobre os episódios. O clima no plenário se deteriorou ainda mais quando a discussão ultrapassou os limites do depoimento da testemunha. Em determinado momento, o assistente de acusação Cristiano Medina e o advogado Hugo Novais, da defesa de Monique, protagonizaram uma acalorada troca de acusações. Aos gritos, os dois discutiram diante dos jurados, apontando dedos um para o outro a curta distância, obrigando a intervenção da juíza Elizabeth Machado Louro para restabelecer a ordem na sessão.",
  "title": "'Preciso sair daqui, eu não estou bem’, diz babá em meio a tensão no julgamento do caso Henry"
}