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  "publishedAt": "2026-05-29T09:00:40.000Z",
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    "O Globo"
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  "textContent": "\nAliados de João Campos (PSB) veem o que chamam de uma campanha negativa contra o ex-prefeito como um motivo que justifica a virada da governadora Raquel Lyra (PSD) em pesquisa de intenção de voto para o governo de Pernambuco. Os dois são adversários políticos no estado e aparecem como as candidaturas mais competitivas ao Palácio do Campo das Princesas. Pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira mostra Lyra numericamente na liderança da corrida pela reeleição no estado. Ela aparece com 48% das intenções de voto, contra 43% do ex-prefeito e também está à frente em um eventual segundo turno. O cenário representa uma mudança em relação à divulgação anterior, em abril, quando Campos aparecia com 12 pontos percentuais de vantagem contra a governadora. O entorno de Lyra celebrou o resultado e afirmou que esse crescimento já vinha sendo captado por pesquisas internas da campanha dela à reeleição. A avaliação é que esse aumento se deu pelo reconhecimento da gestão. Além disso, falam que ela intensificou agendas nas ruas, estando mais próxima do dia a dia das pessoas, ao mesmo tempo em que teve entregas e investimentos nos últimos meses em diferentes áreas, como segurança pública, saneamento e saúde. Um trunfo da governadora, dizem esses aliados, também são as costuras políticas que ela vem fazendo. Eles dizem que 134 prefeituras (de 184 no estado) estariam apoiando a busca pela reeleição. Aliados do ex-prefeito do Recife e atual presidente nacional do PSB, por sua vez, dizem que ele vem sofrendo uma campanha difamatória nas redes sociais. Um interlocutor frequente de Campos diz que a campanha dele não trata essas publicações críticas como casos episódicos. Um caso recente usado por esses aliados para exemplificar esses ataques virtuais é um em que Campos sofreu críticas por tirar uma correntinha de ouro que usa diariamente antes de participar de agendas públicas. Nas redes, usuários acusaram o ex-prefeito de esconder o acessório para evitar roubos. Como resposta, ele gravou um vídeo dizendo que era “lamentável” desvirtuar um fato para fazer “uso distorcido político”, e que ele tirava o acessório para evitar ruídos captados por microfone em gravações. “Eu uso o tempo todo [a corrente]. Quando vou fazer gravação interna ou externa eu tiro, porque a gente bota um microfonezinho de lapela que faz esse barulho e atrapalha a gravação”, afirmou nos vídeos. Nesse contexto, falam até de apoio de figuras públicas de grande alcance popular à candidatura de Raquel Lyra. Um dos citados é o cantor Wesley Safadão, que por mais de uma ocasião esteve ao lado da governadora. Nesta quinta, ela compartilhou em suas redes sociais um vídeo em que ela é elogiada pelo cantor, chamado por ela como “amigo” na publicação. No filmete, o cantor chama a governadora de “amiga”, “guerreira” e “trabalhadora”. “Você é incrível. Acompanho o seu trabalho, a sua dedicação, que Deus te ilumine. Eu sei o quanto você se dedica para o estado de Pernambuco, sou seu fã”, diz o cantor no vídeo compartilhado. Palanque para Lula A disputa entre João Campos e Raquel Lyra é uma das mais simbólicas no pleito deste ano, e tem consequências diretas na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição. Como o GLOBO mostrou, um dos ruídos entre PT e PSB é a possibilidade levantada por aliados de Lula de o presidente ter um duplo palanque no estado, mantendo-se neutro, o que é rechaçado por João Campos. O ex-prefeito critica a atuação do ex-ministro da Casa Civil Rui Costa para não garantir o apoio exclusivo de Lula à sua candidatura. Integrantes da cúpula do PSB dizem ainda que um eventual ruído em Pernambuco poderá levar a uma revisão do apoio da sigla do vice-presidente Geraldo Alckmin ao PT em outros estados nas eleições. A interlocutores, o ex-prefeito dá como certo esse apoio exclusivo de Lula em torno de seu nome. Já aliados de Raquel Lyra dizem que não está descartada a possibilidade de o chefe do Executivo se manter neutro. Esses aliados dizem que o resultado da pesquisa desta quinta-feira dá mais força para que esse caminho seja adotado por Lula, diante da avaliação de que será uma eleição acirrada em outubro e que o petista não pode abrir mão de apoios estratégicos.",
  "title": "Aliados de João Campos veem campanha negativa nas redes como motivo de virada de Raquel Lyra em pesquisa ao governo de Pernambuco"
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