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Pedreiros mortos por policiais são sepultados em São Gonçalo. Polícia Civil analisa câmeras corporais de agentes

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo May 28, 2026
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A família dos pedreiros Marcelo da Cruz Silva e Edivan Felipe de Assis, mortos em ação da Polícia Militar no Jardim Catarina, em São Gonçalo, vela os corpos nesta quinta-feira no Cemitério São Miguel, no bairro de mesmo nome da cidade da Região Metropolitana. A polícia analisa as imagens das câmeras dos policiais para investigar informações de testemunhas, que relatam, por exemplo, que não houve abordagem nem havia operação na comunidade. A Polícia Civil recolheu o tripé e a régua de obra que estavam com os pedreiros. A investigação está em andamento na Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG). "Os policiais militares envolvidos na ocorrência já prestaram depoimento na unidade, e suas armas foram apreendidas para confronto balístico. As imagens das câmeras corporais foram requisitadas. Outras testemunhas também foram ouvidas, e diligências seguem em andamento para o completo esclarecimento dos fatos". "A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que , de acordo com o comando do 7º BPM (São Gonçalo), um procedimento apuratório segue em curso para averiguar todas as circunstâncias na qual policiais militares atingiram dois homens em uma motocicleta, durante ocupação na localidade de Ipuca, na manhã desta quarta-feira (27/05). O local foi isolado e a Delegacia de Homicídios da região foi acionada. A Corporação lamenta a morte do Marcelo da Cruz Silva e do Edivan Felipe de Assis e ressalta que preza pela transparência de suas ações colaborando integralmente com as investigações do caso. 'Covardia', disse primo — Foi uma uma covardia que fizeram com dois trabalhadores. Nenhum deles era bandido — disse um amigo, que pediu para não ser identificado. Os equipamentos eram transportados entre Marcelo da Cruz Silva, que pilotava o veículo, e o carona Edivan Felipe de Assis. Este último segurava a régua em uma das mãos. Os dois pedreiros cumprimentaram a testemunha ao passar por ela. Cerca de 30 segundos depois, ela escutou a rajada de tiros que tirou a vida dos dois trabalhadores. — Eu estava saindo para trabalhar e vi os dois passando por mim numa moto. Eles me cumprimentaram e deram bom dia. Estavam com uma ferramenta que pode ter sido confundida com uma arma. Eles seguiram adiante e uns 30 segundos depois escutei a rajada de tiros. Ainda consegui olhar a moto caindo junto com os dois — disse a testemunha.

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