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"textContent": "\nCom a Mercedes à frente dos rivais desde a pré-temporada, a Fórmula 1 imaginava que 2026 seria o ano da consolidação definitiva de George Russell como líder da equipe após a saída de Lewis Hamilton. Mas, nas primeiras etapas, o cenário acabou dominado por Andrea Kimi Antonelli. Aos 19 anos, o italiano assumiu a liderança do campeonato, acumulou poles consecutivas e virou fenômeno esportivo e midiático antes do previsto. Neste domingo, ele sai na segunda posição no grid de largada do GP do Canadá. O Sportv 3 transmite a partir das 17h. O comentarista da TV Globo Felipe Giaffone aponta que o desempenho do italiano já vai além da promessa. — É uma surpresa, ano em que Russell deveria estar dominando. Algumas corridas com problemas ajudaram o Antonelli, mas ele aproveitou as chances e é uma surpresa estar liderando — afirmou. Considerado pela Mercedes o principal talento revelado desde Max Verstappen, Antonelli foi preparado pela equipe alemã desde os 12 anos. Bicampeão europeu de kart, campeão da Fórmula 4 Italiana e Alemã no mesmo ano e campeão da FRECA, o piloto saltou diretamente para a Fórmula 2 sem passar pela F3. A aposta da Mercedes em jovens talentos mudou depois que a equipe perdeu Verstappen para a Red Bull em 2014. Toto Wolff passou a tratar Antonelli como projeto estratégico de longo prazo. O dirigente acompanhou de perto toda a formação do italiano ao lado do pai Marco Antonelli, ex-piloto e chefe de equipe de GT. Mesmo assim, o domínio imediato surpreendeu até internamente. Russell começou 2026 como favorito dentro da Mercedes, enquanto Antonelli era tratado como um piloto em processo de amadurecimento. O próprio Wolff admitiu recentemente que a equipe esperava evolução gradual, não uma sequência tão rápida de vitórias e poles. Para Giaffone, porém, ainda existe um teste importante antes de colocar o italiano no patamar dos gigantes históricos da categoria: — Ele ainda é muito jovem. Ano passado andou muito bem, depois foi mal. O divisor de águas pode ser o GP do Canadá. Russell gosta muito dessa pista. Se o Antonelli andar próximo, nem precisa vencer, daí mostra que vem muito forte para o campeonato. Se não, pode sentir pressão nessas pistas que Russell gosta mais. Nos bastidores, a Mercedes tenta controlar o hype em torno de Kimi. Wolff passou a repetir publicamente que o italiano precisa ser protegido do excesso de expectativa criado pela imprensa italiana. Neste sábado, ele deu um puxão de orelha no novato que reclamou de Russell não lhe dar espaço durante tentativa de ultrapassagem na corrida sprint — o britânico venceu e o italiano chegou em terceiro. Sem a seleção italiana na Copa do Mundo e sem um campeão mundial de Fórmula 1 desde Alberto Ascari, em 1953, a atenção esportiva do país recai sobre Antonelli e o tenista Jannik Sinner, número 1 do mundo. — Precisamos repetir constantemente a mensagem de que isso é um projeto de longo prazo. Ele pode ganhar muitos campeonatos ao longo de 10 ou 15 anos. Não queremos tropeçar agora por causa das expectativas gigantescas. Ele tem apenas 19 anos. O que está fazendo é incrível — afirmou Wolff recentemente. Segundo o chefe da Mercedes, o sucesso atual do piloto passa pela combinação entre velocidade natural e maturidade emocional incomum para alguém tão jovem. Internamente, a equipe também considera decisivo o trabalho do engenheiro Pete “Bono” Bonnington, ex-braço direito de Hamilton, agora responsável pelo desenvolvimento de Kimi. Mesmo com cautela nas comparações, o paddock já coloca Antonelli na linha de outros talentos precoces da história recente. Giaffone é um dos que enxergam características raras no piloto. — Acredito que Antonelli é um piloto especial, assim como Senna, Schumacher, Alonso, Verstappen e Hamilton. Desde o kart chama atenção. O primeiro ano já mostrou velocidade, já vence no segundo ano em cima de um piloto muito bom. Dá para começar a comparar, mas esperaria até o final do ano para ver se realmente estará entre os grandes nomes — afirmou. Os números ajudam a explicar a empolgação. Antes mesmo de completar 20 anos, em agosto, Antonelli já se tornou o mais jovem pole position da história da F1; o mais jovem a liderar uma corrida e a fazer volta mais rápida; o mais jovem líder do campeonato; um dos vencedores mais jovens da categoria; e o primeiro italiano em décadas a liderar a Fórmula 1 de forma consistente. Depois de uma disputa acirrada no treino classificatório de ontem, Antonelli acabou com a segunda posição, atrás do companheiro de equipe, George Russell. Lando Norris será o terceiro, e o brasileiro Gabriel Bortoleto, da Audi, ficou com a 13ª posição.",
"title": "Fórmula 1: Kimi Antonelli desponta como fenômeno geracional, mas precisa provar que é um dos grandes"
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