{
"$type": "site.standard.document",
"bskyPostRef": {
"cid": "bafyreibujpl4sobu7x2nkn4lhx42o45jtemr7swqpeassaornz5hksvuj4",
"uri": "at://did:plc:jyxhsywpmmdp5j2fxziceuc7/app.bsky.feed.post/3mmjyddly6cx2"
},
"coverImage": {
"$type": "blob",
"ref": {
"$link": "bafkreiayvpeen54lbpsh6ta3wk6vrkk5jgamh4j3ovmrvqhxqyldgmhsgu"
},
"mimeType": "image/jpeg",
"size": 58389
},
"path": "/economia/noticia/2026/05/23/proximo-presidente-vai-encontrar-um-pais-arrumadinho-diz-andre-esteves.ghtml",
"publishedAt": "2026-05-23T16:57:01.000Z",
"site": "https://oglobo.globo.com",
"tags": [
"O Globo"
],
"textContent": "\nAndré Esteves, presidente do Conselho de Administração do BTG Pactual, avalia que o Brasil precisa conter o crescimento dos gastos públicos, mas acredita que o próximo presidente encontrará um país \"arrumadinho\" e \"fácil de resolver\". A afirmação foi feita neste sábado (23) em painel do Fórum Esfera, que contou também com participação de Aloizio Mercadante, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e Bruno Dantas, ministro do Tribunal de Contas da União. — Quem quer que seja eleito em janeiro vai pegar um país arrumadinho, fácil de resolver. E eu acho que a gente precisa fazer uma última milha. Não é de corte de gastos, fim de programas sociais, não precisa de nada disso. Tem três, quatro medidas simples de contenção do crescimento de gasto — afirmou ele. O apetite do BTG por residenciais de luxo — agora na região da Faria Lima Fux vota para manter prisão de pai e primo de Vorcaro Esteves fundamentou a visão de um país com boas condições ao comparar os inícios dos governos de Fernando Henrique Cardoso (1994) e de Lula (2002), épocas em que os presidentes assumiram, segundo o banqueiro, uma \"terra arrasada\" com hiperinflação, desemprego alto, falta de reservas cambiais e crises bancárias. Para ele, três ou quatro medidas “simples” de contenção do crescimento de gastos para sinalizar disciplina fiscal poderiam reduzir os juros para 7% ou 8%. O banqueiro apontou para outras preocupações para o próximo ciclo presidencial. — A economia está moleza de resolver. Agora, essa guerra do Brasil institucional com o Brasil não institucional, essa a gente não pode perder aqui. Ele se referia ao avanço do crime organizado, milícias e setores informais da economia que fogem ao controle do Estado. Banco Master Esteves voltou a afirmar que não houve erro por parte do BTG em relação ao caso do Banco Master. Ao ser questionado se o banco teria falhado em seus sistemas de controle ou ao acreditar em determinados papéis, ele respondeu que \"óbvio que não tem erro nenhum no BTG\". A plataforma de investimentos do BTG Pactual foi, juntamente com outras grandes instituições como XP e Nubank, um dos principais canais de distribuição dos Certificados de Depósito Bancário (CDBs) do Banco Master, de Daniel Vorcaro. O papel dessas corretoras tornou-se objeto de questionamento e ações judiciais após a deterioração financeira da instituição de Vorcaro. — Quando a gente achou que as coisas estavam saindo do controle, procuramos nos posicionar — disse ele, sem se estender sobre o tema. Mercadante atribuiu responsabilidade direta à direção anterior do BC, afirmando que houve \"omissão e conivência\". Ele afirmou que a gestão de Ilan Goldfajn não havia autorizado a compra pelo Banco Master nem a entrada de Daniel Vorcaro como um banqueiro relevante, mas que isso acabou ocorrendo posteriormente. O presidente do BNDES disse também que o caso do Master mostra a necessidade de reestruturação tanto da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) quanto do Banco Central. — Primeiro, tem que pagar bem servidor público, tem que ter carreira, tem que ser valorizado. Eu proponho uma coisa simples. Pega a carreira do BNDES põe no Banco Central e na CVM. Eu quero ver se essas coisas acontecem. Não acontece. Você dá autonomia, você dá poder e tem que empoderar o Banco Central a CVM. Isso seria necessário porque fundos de investimento serão, segundo ele, o próximo problema a aparecer — para ele, caso Reag é apenas a “ponta do iceberg”.",
"title": "Próximo presidente vai encontrar um país 'arrumadinho', diz André Esteves"
}