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  "publishedAt": "2026-05-23T17:21:22.000Z",
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    "O Globo"
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  "textContent": "\nPara conseguir uma redução significativa no risco de ter um infarto ou AVC, adultos precisam fazer entre três e quatro vezes mais atividade física do que o recomendado pelas diretrizes atuais, revelou uma nova pesquisa. Segundo recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e outros autoridade sanitárias, uma pessoa adulta precisa fazer pelo menos cerca de 150 minutos semanais de exercício físico moderado a vigoroso, como caminhada, corrida ou ciclismo. Agora, um estudo observacional publicado no British Journal of Sports Medicine apontou um total de 560 a 610 minutos de atividade física moderada a vigorosa como necessário para reduzir o risco de eventos cardíacos. Os pesquisadores sugerem que pessoas menos condicionadas precisam de mais horas semanais de exercícios para alcançar os mesmos benefícios cardiovasculares de indivíduos mais atléticos. Eles defendem que a recomendação atual, usada para todos os públicos, seja refinada na direção de metas personalizadas de acordo com o condicionamento físico individual. Isso porque ter o condicionamento cardiorrespiratório adequado é um grande diferencial quando se fala em saúde cardiovascular. Esse status construído ao longo do tempo influi no risco de infarto, AVC e morte precoce. Parâmetros No estudo atual, pesquisadores da Macao Polytechnic University, em Macau, investigaram como níveis de exercício e o condicionamento cardiorrespiratório, medido pelo VO2 máximo, afetavam o risco de doenças cardiovasculares. O VO2 máximo — a taxa máxima de oxigênio que o corpo consegue consumir e utilizar durante exercícios intensos — costuma ser usado como um importante parâmetro de condicionamento físico. O estudo incluiu dados de 17.088 pessoas do UK Biobank, colhidos entre 2013 e 2015. A idade média dos indivíduos analisados era de 57 anos; 56% eram mulheres e 96% eram brancos. Os participantes usaram um dispositivo no pulso durante sete dias consecutivos para registrar seus níveis habituais de atividade física e realizaram um teste em bicicleta ergométrica para estimar o VO2 máximo. Dados sobre tabagismo, consumo de álcool, percepção da própria saúde, alimentação, índice de massa corporal, frequência cardíaca de repouso e pressão arterial também foram incluídos na análise. Resultados Durante um período médio de acompanhamento de 7,8 anos, ocorreram 1.233 eventos cardiovasculares. Os adultos que atingiram a recomendação de 150 minutos semanais de exercício apresentaram uma modesta redução de 8% a 9% no risco cardiovascular. Para alcançar uma proteção substancial — definida como redução superior a 30% no risco — foram necessários entre 560 e 610 minutos semanais de exercício moderado a vigoroso. No entanto, apenas 12% das pessoas do estudo atingiram esse nível de atividade. A análise mostrou que indivíduos com pior condicionamento físico precisavam de aproximadamente 30 a 50 minutos adicionais de exercício por semana em comparação com aqueles de alto condicionamento para obter benefícios equivalentes. Limitações O estudo, porém, teve limitações. Primeiro, por ser do tipo observacional (sem intervenções dos pesquisadores), que não permite conclusões definitivas sobre causa e efeito. Os pesquisadores reconhecem que o grupo estudado pode ter sido mais saudável e condicionado do que a população geral. Outra limitação foi que o condicionamento cardiorrespiratório foi estimado, e o tempo sedentário ou exercícios de menor intensidade não foram medidos. Para os pesquisadores as diretrizes atuais continuam sendo válidas para fornecer um mínimo universal robusto para proteção cardiovascular. Porém, acrescentam que deveria haver recomendações estratificadas para ajudar pacientes a ir além.",
  "title": "Para melhorar a saúde cardíaca, adultos devem fazer até 4 vezes mais exercícios que as recomendações atuais, diz estudo; veja o número"
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