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"textContent": "\nOs cruzeiros representam atualmente apenas 2,7% do setor internacional de viagens e turismo. No entanto, esse segmento vem se consolidando como um dos que mais crescem em escala global. Dublin acessível: capital irlandesa oferece cultura, diversão e gastronomia a bons preços Mergulho nas Maldivas: como aproveitar uma prática segura durante a estadia nas ilhas paradisíacas Durante anos, as viagens de cruzeiro estiveram associadas principalmente a um público mais velho, com um ritmo de viagem tranquilo e uma oferta limitada. A isso se somavam percepções que dificultavam sua adoção, como a ideia de que poderiam ser entediantes, caros ou pouco flexíveis em comparação com outras alternativas turísticas mais tradicionais. De acordo com o “Relatório sobre o Estado da Indústria de Cruzeiros”, entre 2019 e 2025 o número de passageiros de cruzeiros passou de 29,6 milhões para 37,2 milhões, o que equivale a um crescimento próximo de 25%. As projeções do setor estimam que, até 2028, o número alcance 42 milhões de passageiros, um aumento aproximado de 42% em relação a 2019. Esse comportamento reflete um novo impulso da indústria, especialmente pelo aumento de viajantes de primeira viagem, que veem no cruzeiro uma alternativa confortável, segura e com boa relação custo-benefício, em parte pela possibilidade de visitar múltiplos destinos em uma única viagem. Galerias Relacionadas A isso se soma a diversificação da oferta, que hoje inclui cruzeiros de luxo, de expedição, familiares e exclusivos para adultos. O fenômeno também ganhou visibilidade nas redes sociais, onde as experiências a bordo e os destinos remotos contribuíram para posicionar os cruzeiros como uma das tendências turísticas mais aspiracionais. Expansão dos cruzeiros de expedição Embora o Caribe, as Bahamas e o Mediterrâneo continuem sendo os destinos mais procurados, os cruzeiros de exploração para a Antártida, o Ártico e as Ilhas Galápagos registraram o maior crescimento, com aumento de 21,6% entre 2023 e 2024. Galerias Relacionadas O desenvolvimento desse segmento é relativamente recente. O primeiro navio de expedição construído especificamente para a Antártida foi lançado em 1969, há apenas 56 anos. Atualmente, cerca de 70 embarcações operam em regiões polares, projetadas exclusivamente para expedição e exploração. Estima-se ainda que, entre 2019 e 2029, a capacidade desses navios cresça 150%. A Antarctica Cruises, agência credenciada pela IATAN especializada em expedições para a Antártida, o Ártico e a Patagônia, identifica várias tendências-chave nesse segmento, assim como a evolução do perfil do viajante. Uma das mudanças mais relevantes é o crescimento do viajante solo. Em 2024, 12% dos passageiros de cruzeiros optaram por viajar sozinhos, o dobro do registrado no ano anterior. No entanto, em 2025, o índice caiu para 7%, segundo o último relatório da CLIA. Ainda assim, permanece acima dos 6% registrados em 2023. — Observamos um aumento significativo de viajantes sozinhos, sobretudo mulheres entre 40 e 60 anos. Elas já não esperam que um parceiro ou amigo queira viajar com elas; cada vez mais se animam a fazê-lo sozinhas. Em geral, buscam comunidade e segurança, algo que os navios de expedição oferecem com cabines individuais ou programas para compartilhamento de cabine — explicou Jeremy Clubb, fundador e diretor da Antarctica Cruises. Galerias Relacionadas Paralelamente, o crescimento entre a Geração X é cada vez mais evidente. Viajantes entre 46 e 60 anos estão optando por experiências ativas sem esperar pela aposentadoria, incluindo caiaque, caminhadas com raquetes de neve ou acampamentos polares. Também há aumento entre profissionais com modelos de trabalho flexível. Outra mudança relevante está no foco das viagens familiares. As famílias estão deixando para trás os cruzeiros temáticos tradicionais para optar por experiências mais educativas e imersivas. — Os viajantes buscam experiências: querem presenciar e compreender o ecossistema. Isso se reflete na alta demanda por navios com programas de ciência cidadã, nos quais os passageiros participam da observação de nuvens para a Nasa, monitoramento de baleias ou coleta de amostras de água do mar ao lado de cientistas a bordo — acrescentou Clubb. Perfil dos viajantes No caso do mercado de turistas que falam espanhol, as viagens em cruzeiros de expedição costumam se concentrar nos meses de dezembro e janeiro, coincidindo com as férias de Natal e Ano-Novo. Esse perfil também se destaca por hábitos de reserva mais espontâneos em comparação com mercados como Estados Unidos e Alemanha. Enquanto, em nível internacional, as reservas são feitas entre 12 e 18 meses antes da partida, no mercado hispânico elas costumam ocorrer entre seis e nove meses antes, ou até com menos antecedência. Galerias Relacionadas Diferentemente de outros países, onde as viagens solo ganham maior protagonismo, os viajantes que falam espanhol seguem demonstrando preferência por experiências compartilhadas. É comum viajarem em casal ou em pequenos grupos, enquanto os passageiros que viajam sozinhos continuam sendo minoria. O idioma também é um fator determinante. Embora o inglês seja a língua padrão a bordo, os viajantes priorizam roteiros que ofereçam informações e palestras em espanhol. Em média, esse perfil viaja aos 52 anos e opta por roteiros entre sete e dez dias. — Embora a escassez de saídas em espanhol possa ser um desafio, alguns navios já utilizam dispositivos de tradução em tempo real durante as palestras, e parte da tripulação é bilíngue em inglês e espanhol — concluiu Clubb.",
"title": "Cruzeiros ganham espaço como uma das tendências de turismo que mais crescem no mundo"
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