{
"$type": "site.standard.document",
"bskyPostRef": {
"cid": "bafyreih7yt53cf3iksockrrrmz7r27y6cpf734aujdf2wdteljnvxprx54",
"uri": "at://did:plc:jyxhsywpmmdp5j2fxziceuc7/app.bsky.feed.post/3mmijfah6jpy2"
},
"coverImage": {
"$type": "blob",
"ref": {
"$link": "bafkreia52573yoadftka4k2etqlmoyjn3o7ptsgps7lsf6nx4quwlbaivy"
},
"mimeType": "image/jpeg",
"size": 3942679
},
"path": "/opiniao/eduardo-affonso/coluna/2026/05/nuvens-de-palavras.ghtml",
"publishedAt": "2026-05-23T03:05:35.000Z",
"site": "https://oglobo.globo.com",
"tags": [
"O Globo"
],
"textContent": "\nDevia ter entre 8 e 9 anos quando tive uma iluminação. Diria epifania, se conhecesse a palavra naquela época. Era algo fascinante (esse adjetivo eu sabia, só faltava ocasião para usá-lo): um texto sem versos ou rimas, mas com os dons encantatórios de um poema. Não contava uma história, como num conto — era mais um comentário, quase confidência. E tinha humor. Muito. Eu, incapaz de rimar ou metrificar e sem me sentir à vontade ao inventar enredos, intuí — com um tiquinho de ingenuidade e muita pretensão — que aquilo eu conseguiria escrever. Bastava ser eu mesmo, tirando partido de tudo o que ignorava (e era coisa pra caramba). Só bem depois vim a saber que aquela camaradagem por escrito se chamava crônica. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.",
"title": "Nuvens de palavras"
}