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  "textContent": "\nA República Islâmica do Irã acelerou o ritmo de reposição do seu arsenal de drones durante o cessar-fogo temporário com os EUA, em uma demonstração de que a ofensiva americano-israelense contra Teerã não atrasou a capacidade da indústria bélica iraniana na intensidade que as autoridades em Washington apontaram anteriormente. A reconstrução da indústria e do arsenal dos EUA foi revelada por fontes de inteligência citadas em anonimato pela rede americana CNN em publicação nesta quinta-feira. Objetivo de guerra: EUA e Israel queriam empossar como líder do Irã Ahmadinejad, linha-dura contrário a Washington e Tel Aviv Tempos de guerra: Ataque nos Emirados Árabes é novo alerta sobre a (in)segurança de usinas nucleares Relatórios de inteligência anteriores, incluindo do período em que o conflito entre os países era disputado em alta intensidade, indicaram que o regime iraniano havia conservado uma parcela relevante de seu arsenal de mísseis e drones. Instalações subterrâneas, como bunkers e silos, escaparam das ondas de ataque aéreo lançadas por EUA e Israel, com os projéteis sendo, em determinados casos, utilizados poucas horas após as ofensivas. A informação trazida pelas fontes americanas, porém, revela um elemento novo. Initial plugin text Em meio à trégua para negociações entre EUA e Irã, as Forças Armadas iranianas deram início a uma reposição acelerada do arsenal destruído ou utilizado durante o começo da guerra. Além do estoque de drones, as fontes de inteligência americanas disseram que foram recuperadas plataformas para o lançamento de mísseis e instalações ligadas à indústria bélica. Uma das quatro fontes consultadas pela reportagem mencionou que o tempo de reposição total da capacidade de drones, em estimativas considerando o ritmo atual, seria de seis meses — e não de anos, como apontaram algumas declarações públicas de autoridades militares. Um dos motivos seria de que os danos inicialmente causados pela ofensiva não teria sido tão intenso quanto o retratado. Outra razão apontada nas informações de inteligência é que a colaboração de Rússia e China estaria dando ao Irã as capacidades necessárias para se recuperar. A alegação de colaboração chinesa foi rejeitada por Pequim publicamente, mas o próprio premier de Israel, Benjamin Netanyahu, chegou a acusar o regime chinês de enviar componentes usados pela indústria bélica iraniana para Teerã. 'Drone suicida' usando no conflito entre Irã e Israel Editoria de Arte Impressões sobre o conflito As forças iranianas demonstraram capacidade de resiliência e recuperação em ocasiões anteriores. Em fevereiro, antes do início do atual conflito, uma análise publicada pelo New York Times com base em imagens de satélite demonstrou que as autoridades de Teerã priorizaram a reconstrução do programa de mísseis em detrimento do programa nuclear, após a onda de ataques israelenses e americanos em 2025. Especialistas alertaram na época que manter os estoques de projéteis era uma prioridade para o Irã, como forma de responder imediatamente a possíveis ataques. Com o início da guerra, a previsão se comprovou. O Irã disparou ondas de mísseis e drones contra as bases americanas na região, contra Israel e contra alvos estratégicos em países vizinhos, arrastando os países do Golfo para o conflito. O alcance dos projéteis iranianos colocam na linha de tiro quase todos os possíveis alvos no Oriente Médio, sobrecarregando também sistemas de defesa antiaéreo. A inconsistência entre declarações de agentes públicos americanos sobre os objetivos atingidos com a ofensiva militar e os relatos de fontes de inteligência não foi uma exclusividade deste caso. O jornal Washington Post revelou que 228 bases e equipamentos americanos foram atingidos em ataques do Irã ao longo da guerra, em uma extensão de danos superior ao que autoridades americanas deixaram transparecer. Veja: Senado dos EUA vota a favor de medida para forçar Trump a encerrar guerra com o Irã ou solicitar autorização do Congresso para seguir Estratégias de reação Especialistas apontaram ao longo da semana que Teerã tem preparado estratégias para uma possível retomada dos confrontos, com um dos pilares sendo o disparo de \"dezenas ou centenas de mísseis\" a fim de dissuadir o lado inimigo. O maior impacto provavelmente seria sobre países do Golfo como Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Arábia Saudita e Catar, bombardeados na primeira fase da guerra. Outras estratégias planejadas passariam pelo bloqueio do Estreito de Bab el-Mandeb, que conecta o Mar Vermelho e o Golfo de Áden, passagem marítima que estreita perto do Iêmen, onde os aliados iranianos, os Houthis, operam. Não está claro, porém, o quanto o grupo rebelde estaria disposto a contribuir neste momento. Relatos de dentro do Irã mostram que o regime dos aiatolás tenta manter a mobilização em setores populares em torno da ideia de resistência patriótica. Em Teerã, treinamentos para capacitar civis ao uso de fuzis AK-47 foram noticiados nas últimas semanas, com a montagem de estandes de tiro e soldados da Guarda Revolucionária iraniana ensinando civis a utilizarem os equipamentos. (Com NYT e AFP)",
  "title": "Irã acelera produção de drones e reconstrução de base industrial militar durante trégua, aponta rede americana"
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