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Caiado cita 'autoridade moral' e cobra que Flávio Bolsonaro 'preste contas à população' após relato de encontro com Vorcaro

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo May 19, 2026
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O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) defendeu que a disputa presidencial esteja centrada em uma "autoridade moral" e voltou a cobrar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a "prestar contas" para a população. A declaração foi dada nesta terça-feira durante sua participação no evento da Associação Paulista de Supermercados (Apas), após a veiculação do relato da visita feita pelo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao banqueiro no ano passado, logo após ele ser solto da prisão. — Ganhar a eleição do Lula, nós ganharemos. Mas o que precisamos saber é quem terá autoridade moral para sentar na cadeira, quem terá independência intelectual para ter metas para o Brasil se desenvolver no mesmo ritmo que hoje os empreendedores conseguem implantar nas suas áreas. É este o desafio do país — disse. — Tenho 40 anos de vida pública. Nunca pairou sobre Ronaldo Caiado qualquer dúvida sobre comportamento moral, ético e nunca me viram envolvido em negociatas ou qualquer tipo de patifaria. Na ocasião, Caiado evitou criticar abertamente o senador, mas disse que "cada um que tem seus problemas que se explique". — Todos nós esperamos que ele [Flávio Bolsonaro] realmente preste contas à população, é o que o povo espera — disse Caiado. — Não cabe a cada pré-candidato ficar fazendo juízo de valor das pessoas. O ex-governador repetiu o discurso que já tinha usado na semana passada, quando disse que Flávio deveria "responder aos questionamentos" sobre o financiamento de Vorcaro ao filme "Dark Horse", revelado a partir do vazamento dos áudios. Na ocasião, no entanto, Caiado afirmou que não seria "oportunista" e disse que "falhas pessoais devem ser tratadas por cada um que venha a ser denunciado", mas pregou a união da direita para "derrotar" o presidente Luíz Inácio Lula da Silva (PT). A reação divergiu do tom adotado por Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais e também pré-candidato ao Planalto, que classificou na semana passada a atitude de Flávio como "imperdoável". A fala rendeu críticas de familiares do senador, parlamentares bolsonaristas e integrantes do Novo que defendem uma aliança com o PL. Ao repercutir o tema durante o final de semana, o ex-mandatário mineiro disse que considerava o caso como uma "página virada". Já nesta terça-feira, em meio ao relato feito pelo senador sobre o encontro com Vorcaro, Zema disse que, mesmo morando em Belo Horizonte, nunca teve um encontro com o banqueiro e que "assombração sabe para quem aparece". *da CBN.

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