Governo Trump cria fundo de R$ 8,5 bilhões para indenizar aliados e encerrar ação sobre vazamento fiscal
O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo
May 18, 2026
Política anti-imigrcação de Trump: Cerca de 145 mil crianças e adolescentes americanos foram separados dos pais, aponta estudode R$ 8,5 bilhões) para indenizar aliados do republicano que alegam ter sido alvo de perseguição política durante a gestão anterior, segundo a agência de notícias Associated Press. A medida faz parte de um acordo para encerrar uma ação movida por Trump contra a Receita Federal dos Estados Unidos (IRS, na sigla em inglês) após o vazamento de suas declarações de imposto de renda. Política anti-imigração de Trump: Cerca de 145 mil crianças e adolescentes americanos foram separados dos pais, aponta estudo Guerra no Oriente Médio: Irã responde a proposta de acordo dos EUA após Trump repetir ameaça de aniquilação do país Batizado de “Fundo Anti-instrumentalização”, o mecanismo foi apresentado pelo Departamento de Justiça dos EUA como uma forma de permitir que supostas vítimas de uso político do sistema judicial busquem compensação. O procurador-geral interino, Todd Blanche, afirmou que a iniciativa cria “um processo legal para que vítimas sejam ouvidas e possam buscar reparação”. A decisão provocou reação imediata de democratas e entidades de fiscalização, que classificaram o acordo como sem precedentes e potencialmente ilegal. Críticos afirmam que o fundo pode direcionar recursos públicos a aliados do presidente e abrir espaço para alegações infundadas de perseguição. Initial plugin text — Trata-se de um esquema para retirar US$ 1,7 bilhão dos cofres públicos e transformá-los em um caixa paralelo — diz Jamie Raskin, principal democrata no Comitê Judiciário da Câmara, ao acusar o governo de favorecer apoiadores envolvidos em episódios como a invasão ao Capitólio em 2021. O encerramento da ação de Trump foi formalizado em um tribunal federal da Flórida, onde o presidente havia processado o IRS no início do ano. Seus advogados sustentam que o acordo não precisa de revisão judicial, mas um grupo de parlamentares já se mobiliza para contestar a medida. Ainda não está claro quem poderá receber os recursos do fundo. A iniciativa, no entanto, reforça uma linha adotada por Trump desde o retorno ao poder: a de que órgãos de investigação foram “instrumentalizados” contra ele e seus aliados durante o governo de Joe Biden. O presidente frequentemente cita como evidência as investigações e acusações que enfrentou após deixar a Casa Branca, incluindo o caso sobre a tentativa de reverter o resultado das eleições de 2020 e o armazenamento de documentos sigilosos em sua residência na Flórida. Ambos acabaram arquivados. Seu antecessor no Departamento de Justiça, Merrick Garland, sempre negou interferência política e afirmou que as decisões foram baseadas em evidências. Durante sua gestão, o órgão também investigou o próprio Biden e processou seu filho, Hunter Biden. Apesar disso, a atual gestão tem ampliado investigações contra adversários políticos e conduzido apurações sobre uma suposta conspiração de autoridades para prejudicar Trump, sem que, até o momento, tenham sido apresentadas acusações. A ação que deu origem ao acordo foi movida após o vazamento de declarações fiscais de Trump e de sua empresa. O presidente alegou danos financeiros e à reputação, além de constrangimento público. Em 2024, o ex-contratado do IRS Charles Edward Littlejohn foi condenado a cinco anos de prisão por vazar dados fiscais de Trump e de outros contribuintes para veículos de imprensa entre 2018 e 2020. Reportagens publicadas na época mostraram que Trump pagou apenas US$ 750 (aproximadamente R$ 3,7 mil) em imposto federal no ano em que assumiu a presidência e não pagou nada em outros períodos, devido a prejuízos declarados. Antes do acordo, advogados do presidente haviam solicitado a suspensão do processo por 90 dias para negociar uma solução. Em fevereiro, Trump chegou a afirmar que eventuais indenizações poderiam ser destinadas a instituições de caridade. Organizações de fiscalização, no entanto, questionam se o Departamento de Justiça atuou com independência ao negociar o acordo. Grupos civis já indicaram que pretendem levar o caso à Justiça. — Este caso sempre foi uma farsa e mais uma tentativa de acessar recursos públicos — afirma Skye Perryman, presidente da Democracy Forward, organização que contesta a medida.
Discussion in the ATmosphere