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  "textContent": "\nForam 423 dias entre o tiro que atravessou o crânio e a morte confirmada neste domingo. O piloto da Polícia Civil Felipe Marques Monteiro, de 45 anos, morreu mais de um ano após ser baleado na cabeça durante uma operação da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) na Vila Aliança, em Bangu, Zona Oeste do Rio. Integrante do Serviço Aeropolicial da corporação, o policial foi atingido por um disparo de fuzil enquanto comandava um helicóptero da Polícia Civil, em março de 2025, e desde então enfrentava uma longa sequência de cirurgias, internações e tratamentos de reabilitação. Contrabando de medicamentos para emagrecer explode no Rio; conheça a rota ilegal O 'renascimento' do Chopin aos 70 anos: edifício de moradores ilustres tem novas regras e salões reformados Felipe pilotava um helicóptero da Polícia Civil no dia 20 de março de 2025, quando a aeronave foi alvo de tiros disparados por criminosos na comunidade. O policial foi atingido na cabeça enquanto comandava o voo. Mesmo ferido gravemente, o helicóptero conseguiu pousar em segurança após o copiloto assumir o controle da aeronave. Levado inicialmente ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, Felipe chegou em estado gravíssimo. Os médicos identificaram a perda de aproximadamente 40% do crânio após o tiro de fuzil atravessar sua cabeça. Pouco depois, ele foi transferido para o Hospital São Lucas, em Copacabana, onde iniciou uma batalha marcada por sucessivas neurocirurgias e meses sob cuidados intensivos. Comandante Felipe Marques, piloto da Core atingido por um tiro de fuzil na cabeça em março de 2025 Reprodução Instagram A operação que terminou com o policial baleado tinha como alvo uma quadrilha especializada em roubos de vans na Zona Oeste do Rio. Segundo as investigações da Polícia Civil na época, o grupo atuava desmontando veículos e revendendo peças no mercado ilegal, causando prejuízo superior a R$ 5 milhões ao setor de transporte turístico apenas em 2024. Um dos principais alvos era Yan Marley Lopes Ferraz, apontado como chefe da organização criminosa. Descoberta da 'Sala 80': Hospital Getúlio Vargas tinha local com equipamentos guardados enquanto equipes improvisavam atendimento, mostra sindicância Ozempic no SUS: Saiba como estão as primeiras pacientes que receberam o tratamento Ao longo da internação, Felipe passou por diversos procedimentos complexos, entre eles uma cranioplastia, cirurgia destinada à reconstrução da estrutura craniana destruída pelo disparo. O policial permaneceu por mais de sete meses no CTI neurológico do Hospital São Lucas. Em novembro de 2025, após oito meses internado em estado crítico, recebeu alta da terapia intensiva e foi transferido para um quarto, sob aplausos da equipe médica. Felipe Marques Monteiro Reprodução/Instagram A cena foi compartilhada pela esposa, Keidna Marques, que desde o atentado passou a documentar nas redes sociais cada etapa da recuperação do marido. Ela transformou o perfil em uma espécie de diário da luta do policial, acompanhado por milhares de pessoas que torciam pela recuperação dele. Depois de receber alta hospitalar em dezembro de 2025, Felipe seguiu para um centro de reabilitação. Mas a recuperação ainda estava longe do fim. Em maio deste ano, a família informou que o policial enfrentava novas complicações relacionadas a uma cirurgia de prótese craniana realizada em abril. Ele precisou passar por mais uma operação para retirada de um hematoma e voltou a ser sedado após os médicos identificarem novos pontos de sangramento. “O Felipe é um verdadeiro guerreiro e segue lutando com toda a coragem de sempre”, escreveu a família em uma publicação nas redes sociais feita poucos dias antes da morte. O gerente da Clínica Médica do Hospital São Lucas, Renato Ribeiro, chegou a definir o policial como “um guerreiro que nunca deixou de lutar pela vida”. Durante o tratamento, Felipe enfrentou infecções, longos períodos de coma e uma sequência de procedimentos delicados para conter complicações neurológicas provocadas pelo disparo. Neste domingo, a morte do piloto foi confirmada pela família e pela Polícia Civil. Nas redes sociais, a esposa publicou uma homenagem: Barricada Zero: tráfico soube da operação cinco dias antes do anúncio oficial; ouça os áudios “Um guerreiro do início ao fim. Hoje nos despedimos com dor, mas também com gratidão por toda força, amor e exemplo que deixou em nossas vidas. Seu legado jamais será esquecido.” Comandante Felipe Marques com a esposa no hospital Reprodução Instagram O Governo do Estado e a Polícia Civil divulgaram notas lamentando a morte do agente. Em um dos trechos, a corporação destacou a “longa, difícil e corajosa batalha pela vida” travada por Felipe desde o ataque sofrido na operação da Core. Pagamento sem dinheiro nos ônibus: medida passou a valer como teste neste domingo; tire suas dúvidas Initial plugin text",
  "title": "Quem era Felipe Marques, piloto da Polícia Civil baleado em operação no Rio que morreu após mais de um ano de luta pela vida"
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