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"publishedAt": "2026-05-16T21:06:41.000Z",
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"textContent": "\nMichelle e Lavinia Osbourne nasceram com poucos minutos de diferença em 1976, na cidade de Nottingham, no Reino Unido. Elas cresceram juntas e passaram a vida acreditando que eram gêmeas filhas do mesmo pai, que sua mãe dizia se chamar James. Décadas depois, porém, ao conhecerem o homem, estranharam a falta de similaridade e Michelle fez um teste de DNA que revelou uma descoberta considerada raríssima na medicina, a superfecundação heteropaternal. Ou seja, as duas têm pais diferentes. O caso foi publicado pela emissora britânica BBC e também abordado por outros veículos locais. Bambi bêbado? Polícia francesa alerta motoristas sobre veados embriagados após consumo de frutas fermentadas; vídeo Entenda: Inglaterra testa primeiro bafômetro do mundo capaz de detectar uso de gás do riso em motoristas Durante toda a infância e vida adulta, acreditaram que compartilhavam o mesmo pai. Em 2022, quando Lavinia decidiu fazer um teste de DNA caseiro. O exame mostrou que, embora tenham a mesma mãe e tenham se desenvolvido na mesma gestação, elas são, biologicamente, meias-irmãs. As duas precisaram então passar por uma investigação longa para descobrir suas origens, já que a mãe, que já sofria de Mal de Alzheimer, morreu no mesmo dia em que descobriram o teste do exame. A outra surpresa foi saber que James não era pai de nenhuma das duas. O fenômeno da superfecundação heteropaternal ocorre quando uma mulher libera dois óvulos no mesmo ciclo menstrual e mantém relações sexuais com homens diferentes em um intervalo muito curto de tempo. Cada óvulo acaba fecundado por um homem distinto, resultando em gêmeos com pais diferentes. Segundo a publicação, há cerca de 20 casos documentados no mundo, e o das irmãs Osbourne é apontado como o primeiro registrado oficialmente no Reino Unido. Segundo contou à BBC, Michelle já desconfiava há anos que havia algo incomum em sua origem familiar. Ela dizia não enxergar semelhanças entre si e o homem que a mãe dizia ser seu pai. A partir dessa inquietação, iniciou uma investigação sobre a própria ancestralidade por meio de testes genéticos. Os resultados mostraram que seu pai biológico era outro homem, chamado Alex. Mais tarde, Lavinia também fez o exame e descobriu que seu pai era Arthur, um terceiro homem, diferente tanto de Alex quanto daquele que as duas acreditavam ser o pai delas. A descoberta provocou um forte impacto emocional nas irmãs. Inicialmente, Lavinia não gostou de como a irmã passou a querer descobrir a origem genética das duas. As irmãs contam que sempre tiveram apenas uma a outra, já que passaram uma infância difícil, sempre mudando de casas e ocasionalmente distante da mãe. Na entrevista, Lavinia chegou a definir as duas como “milagres”, destacando que a conexão entre elas continuou mais forte do que qualquer revelação genética. Após a descoberta, Lavinia criou uma rotina afetiva com Arthur, que contou um pouco para elas sobre como ele se envelvou com a mãe das duas, nos anos 1970. Caso também na América do Sul Publicado recentemente também pela BBC, outro caso de superfecundação heteropaternal também chamou a atenção da internet. Uma colombiana que não teve sei nome divulgado compareceu ao Laboratório de Genética de Populações e Identificação da Universidade Nacional da Colômbia, em 2018. Ela queria saber quem era o pai de seus filhos gêmeos, que já tinham dois anos. A mãe então descobriu que seus filhos eram de pais diferentes. O caso também chocou os médicos da universidade. \"Sou diretor do laboratório há 26 anos e este é o primeiro caso que presenciamos. E, até agora, o único\", destacou o professor William Usaquén, diretor do laboratório, para a emissora.",
"title": "Irmãs gêmeas descobrem que são filhas de pais diferentes; entenda caso raro na medicina"
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