{
"$type": "site.standard.document",
"bskyPostRef": {
"cid": "bafyreicdbtiw5hngnty3jyfwpkc4hqde3dn4bmbmg352wby26gf47xgvgu",
"uri": "at://did:plc:jyxhsywpmmdp5j2fxziceuc7/app.bsky.feed.post/3mlsc5lrprk72"
},
"coverImage": {
"$type": "blob",
"ref": {
"$link": "bafkreihwm7csg6skvufnll53xs74pujpg6rxula4h3acpq5qltqvu43xe4"
},
"mimeType": "image/jpeg",
"size": 242773
},
"path": "/economia/epoca/noticia/2026/05/14/como-e-o-drone-militar-de-papelao-lancado-pelo-japao-que-voa-a-mais-de-100-kmh-e-custa-ate-20-vezes-menos.ghtml",
"publishedAt": "2026-05-14T07:02:18.000Z",
"site": "https://oglobo.globo.com",
"tags": [
"O Globo"
],
"textContent": "\nO Japão começou a apostar em drones militares feitos quase inteiramente de papelão como alternativa de baixo custo para operações modernas de combate e defesa aérea. Desenvolvido pela AirKamuy, o modelo chamado AirKamuy 150 utiliza papelão ondulado reforçado com revestimento resistente à água e já está sendo empregado pela Força Marítima de Autodefesa japonesa. Instituto divulga ranking de aeroportos mais poluentes do mundo; veja lista Conheça a Ferrari Monza SP2, supercarro sem para-brisa avaliado em mais de R$ 16 milhões A novidade foi apresentada pelo ministro da Defesa do Japão, Shinjirō Koizumi, em uma publicação na rede social X. Segundo ele, os drones já são usados como “alvos”, embora o governo não tenha detalhado se a função é voltada apenas para treinamentos militares ou também para missões de distração e isca em cenários de guerra. O AirKamuy 150 é um drone de asa fixa equipado com propulsão elétrica. Mesmo construído com material semelhante ao utilizado em caixas de encomendas, o equipamento consegue atingir velocidade máxima superior a 100 km/h e permanecer no ar por até 80 minutos. A aeronave também pode transportar cargas de até 1,4 quilo. O principal diferencial do projeto está no custo e na facilidade de fabricação. Segundo o site Tom’s Hardware, cada unidade custa entre US$ 2 mil e US$ 2,5 mil — cerca de R$ 9,8 mil a R$ 12,2 mil na cotação atual. O valor é muito inferior ao de drones militares considerados baratos no mercado internacional, como os modelos Shahed usados pelo Irã e pela Rússia, avaliados entre US$ 20 mil e US$ 50 mil. Além do preço reduzido, os drones foram projetados para produção em massa. As peças são enviadas dobradas e podem ser montadas em cerca de cinco a dez minutos. De acordo com a fabricante, qualquer oficina equipada com máquinas de corte de papelão consegue fabricar o equipamento, sem necessidade de estruturas avançadas da indústria aeroespacial. — Há forte demanda por drones baratos que possam operar em grandes quantidades e a longas distâncias — afirmou o diretor-executivo da AirKamuy, Takumi Yamaguchi, em entrevista à NHK. — Este modelo pode ser produzido em qualquer fábrica de papelão, garantindo alta capacidade de produção em massa e uma cadeia de suprimentos robusta — declarou. Outra característica considerada estratégica é a baixa refletividade do papelão aos radares. Por gerar menor assinatura radar que drones metálicos convencionais, o modelo pode ser mais difícil de detectar em determinadas situações. Especialistas apontam que equipamentos desse tipo podem ser utilizados como alvos aéreos, drones-isca para ativar sistemas inimigos ou até em ataques coordenados em enxame, estratégia que busca sobrecarregar defesas antiaéreas com grande quantidade de aeronaves simultaneamente. O uso crescente de drones baratos ganhou força após conflitos recentes, como a guerra entre Rússia e Ucrânia, onde modelos de baixo custo passaram a desempenhar papel central tanto em reconhecimento quanto em ataques de precisão.",
"title": "Como é o drone militar de papelão lançado pelo Japão que voa a mais de 100 km/h e custa até 20 vezes menos"
}