Após 12 anos de espera, etíope dá à luz quíntuplos concebidos naturalmente: ‘Rezei por um filho, e Alá me deu cinco’
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May 8, 2026
Depois de 12 anos tentando engravidar, atravessando sofrimento emocional e pressão social, a agricultora Bedriya Adem, de 35 anos, deu à luz quíntuplos concebidos naturalmente na região de Harari, na Etiópia, em um nascimento extremamente raro, cuja probabilidade é estimada em cerca de uma em 55 milhões. Mãe de primeira viagem, Bedriya teve quatro meninos e uma menina, todos nascidos "em plena saúde", segundo o Hospital Especializado Hiwot Fana. Os bebês nasceram pesando entre 1,3 kg e 1,4 kg e seguem sob cuidados médicos ao lado da mãe. — Não consigo expressar minha felicidade em palavras — disse Bedriya. Ao recordar os anos anteriores à gravidez, ela descreveu um período marcado por sofrimento profundo, "tomada por depressão e dor". — Passei 12 anos em dor, me escondendo e rezando constantemente por filhos — finalmente, Alá me ouviu — contou à BBC. Segundo a agricultora, o nascimento dos cinco bebês transformou completamente a vida da família. Bedriya contou que ela e o marido estão "radiantes" com a chegada dos recém-nascidos. Surpresa no parto: havia um quinto bebê De acordo com Mohammed Nur Abdulahi, diretor médico do Hospital Especializado Hiwot Fana, a gravidez ocorreu de forma natural, sem fertilização in vitro. O parto, por cesariana, foi realizado na noite de terça-feira. — Ela recebeu acompanhamento médico regular durante a gravidez e foi informada de que havia concebido mais de um bebê. Teve assistência médica completa e adequada durante todo o processo — afirmou Mohammed Nur Abdulahi. Inicialmente, Bedriya havia sido informada de que esperava quatro bebês. Apenas no momento do parto veio a surpresa: havia um quinto. — Rezei por apenas um filho, e Alá me deu cinco — disse. A história também carrega o peso de anos de frustração silenciosa. Segundo Bedriya, o marido já tinha um filho de outro casamento, que vivia com o casal, e tentava confortá-la. — Ele costumava me dizer que ter [o outro filho] já era suficiente e que eu não deveria me preocupar — relata. Ainda assim, ela afirma que sofria em silêncio. — No fundo, eu sofria psicologicamente e emocionalmente enquanto toda a aldeia questionava minha incapacidade de dar à luz — conta. Hoje, ao olhar para trás, prefere deixar esse passado distante. — O que vivi no passado parece um sonho distante, um sonho do qual nem quero me lembrar. Agricultora de subsistência, Bedriya admite que agora enfrenta um novo desafio: como sustentar uma família que cresceu de forma tão inesperada. — Acredito que Alá proverá, por meio do apoio da minha comunidade e do governo. As cinco crianças — chamadas por ela de bênçãos — receberam os nomes Naif, Ammar, Munzir, Nazira e Ansar.
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