{
"$type": "site.standard.document",
"bskyPostRef": {
"cid": "bafyreic7frvuk76goj2esm5tlwhvuncxw7bceaw57f25h74iymqmcotlv4",
"uri": "at://did:plc:jyxhsywpmmdp5j2fxziceuc7/app.bsky.feed.post/3ml4aqej32562"
},
"coverImage": {
"$type": "blob",
"ref": {
"$link": "bafkreiaczswhsxvyhf7lq2xxdqncrw2s55znapj3syggmms63od6e7rd2e"
},
"mimeType": "image/jpeg",
"size": 381919
},
"path": "/ela/noticia/2026/05/05/o-que-as-celebridades-comem-no-jantar-do-met-gala-e-por-que-ingredientes-como-alho-sao-proibidos.ghtml",
"publishedAt": "2026-05-05T12:31:01.000Z",
"site": "https://oglobo.globo.com",
"tags": [
"O Globo"
],
"textContent": "\nO Met Gala é conhecido globalmente pelos looks que dominam o tapete vermelho, mas é longe dos flashes que se desenha uma das engrenagens mais estratégicas da noite. Realizado no Metropolitan Museum of Art, o jantar que reúne convidados segue um conjunto rigoroso de diretrizes da alta gastronomia: o menu precisa dialogar com o tema da exposição, ser visualmente preciso e, ao mesmo tempo, considerar aspectos práticos de convivência. Entre eles, estão restrições pouco óbvias, como a exclusão de ingredientes como alho, cebola e cebolinha, evitados para preservar o conforto e até a imagem dos presentes ao longo do evento. Taís Araujo reflete sobre maternidade real e seus desafios: 'É cansativa, exige muito, mas também tem prazer' Marina Ruy Barbosa revela rituais de autocuidado em meio à rotina intensa: 'Me ajudam a voltar para o eixo' Na edição mais recente, o cardápio reforçou esse princípio ao apostar em uma narrativa visual que privilegia forma, textura e apresentação. A proposta é criar impacto imediato, com pratos que remetem a elementos naturais e composições delicadas, quase como peças de design dispostas à mesa. \"Quando eu olho para esse menu, não vejo só comida, vejo uma construção de conceito. O prato precisa conversar com o tema do evento, ele faz parte da mesma linguagem\", analisa a chef Cândida Batista. Com trajetória na gastronomia europeia e passagens por casas ligadas ao Guia Michelin, como Doubek e Konstantin Filippou, a chef aponta que as escolhas do jantar vão além da estética e seguem uma lógica estratégica. \"A retirada de ingredientes como alho e cebola não é só uma questão de sabor, é sobre convivência e conforto. Em um ambiente como esse, qualquer detalhe pode interferir na experiência das pessoas\", explica. Para ela, o menu também revela uma atenção ao comportamento dos convidados e ao ritmo da noite, fatores que influenciam diretamente a construção dos pratos. \"Não é um jantar pensado para ser pesado ou excessivo, é um menu equilibrado e funcional. As pessoas estão ali para circular, conversar e se manter presentes, então a comida precisa acompanhar isso, não competir\", diz a chef. Na leitura de Cândida, o jantar do Met Gala evidencia uma mudança no papel da gastronomia em eventos de grande visibilidade. \"Hoje, a comida também faz parte da narrativa. Ela não entra só como serviço, entra como conceito. E quando isso acontece, o jantar deixa de ser coadjuvante e passa a fazer parte do espetáculo\", conclui.",
"title": "O que as celebridades comem no jantar do Met Gala e por que ingredientes como alho são proibidos"
}