Lula se irrita com pecha de traíra colocada em aliado e decide manter Jaques Wagner na liderança no governo
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May 4, 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manterá Jaques Wagner (PT-BA) na liderança do governo no Senado mesmo após a maior derrota da gestão petista no Congresso, com a rejeição histórica de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar foi o primeiro alvo de integrantes do governo e do PT e chegou a ser apontado como culpado pelo revés. Messias teve 34 votos a favor de sua indicação, sete a menos do que o necessário. Lula demonstrou irritação com aliados que levantaram a possibilidade de que Jaques Wagner tivesse traído o governo e atuado a ao lado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para derrotar Messias. Essa versão ganhou fôlego no entorno presidencial logo após a votação. Lula, no entanto, chamou Wagner para uma conversa no Palácio da Alvorada após a votação, onde também estavam presentes Messias e os ministros das Relações Institucionais, José Guimarães, e da Defesa, José Múcio Monteiro. Lula e Jaques Wagner são amigos há mais de 40 anos. O senador é um dos petistas mais próximos do presidente e tem trânsito livre no gabinete presidencial. Nesta semana, o senador está em viagem a China, onde acompanha a a orquestra Neojiba da Bahia e deve visitar a BYD. Desde a indicação de Messias ao STF, Wagner já vinha enfrentando dificuldade de interlocução com o presidente do Senado, mas não perdeu a confiança de Lula após a derrota do advogado-geral da União. Aliados contrários a Wagner apontaram que o parlamentar não atuou a favor de Messias e deu o diagnóstico errado a Lula, tranquilizando o governo e impedindo uma reação de uma última hora. Na avaliação deles, o senador deveria prestar contas ao governo por ter desenhado o cenário equivocado de previsão de votação. Nos corredores do Senado, durante a sabatina de Messias, Wagner deu previsão de aprovação por 45 votos no começo da tarde. Horas depois, mais próximo ao momento da votação, previa placar menor de 41 votos, o limite necessário para a aprovação. A situação se agravou com a divulgação do vídeo de uma interação entre Davi Alcolumbre e Jaques Wagner momentos antes de abrir o painel com o resultado da votação, quando o presidente do Senado disse a Wagner que Messias perderia por oito votos. A cena foi usada como exemplo claro de que o presidente do Senado tinha o cenário na mão e o governo poderia estar sem termômetro da votação.
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