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Polícia identifica cinco suspeitos de estupro coletivo de meninas em São Paulo

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo May 3, 2026
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A Polícia Civil de São Paulo afirmou hoje que identificou cinco suspeitos em um caso de estupro coletivo cometido contra duas meninas, de 7 e 10 anos, em um bairro na Zona Leste de São Paulo. Quatro dos supostos autores do crime são adolescentes e um é maior de idade, com 21 anos. À exceção de um dos menores de idade, todos foram detidos. O único adulto envolvido é Alessandro Martins dos Santos, de 21 anos. Ele foi preso ontem em uma cidade no interior da Bahia. A polícia afirma que ele deve ser transportado a São Paulo amanhã, para que seja formalmente indiciado. Dois dos suspeitos adolescentes foram apreendidos em São Paulo, e um terceiro em Jundiaí, no interior. O crime, ocorrido em 21 de abril, chegou ao conhecimento da polícia só três dias depois, quando a irmã de uma das duas vítimas recebeu cópia de um dos vídeos do ocorrido e levou à delegacia. Segundo a polícia, foi com base nessas filmagens que foi possível identificar os suspeitos. A divulgação dos vídeos, feitos pelos próprios autores do crime, violou a intimidade das vítimas é um crime à parte. Delegados do 63° Distrito Policial, na Vila Jacuí, dizem que todos os suspeitos devem passar por inquérito por estupro de vulnerável, categoria de crime aplicada quando a vítima é menor de idade ou incapaz de se defender. Santos deve ser indiciado também por corrupção de menores e por ter exposto as vítimas em imagens nas redes sociais. — A prioridade era a identificação dos abusadores, apreensão e prisão — afirmou a delegada assistente Janaína Dziadowczyk — Num segundo momento, nós vamos partir para a linha de investigação par verificar quem divulgou essas imagens, além do maior de idade. Em entrevista coletiva, o delegado titular do 63° DP, Júlio Geraldo, fez um apelo para que usuários da internet não ajudem a espalhar as imagens caso as recebam. Segundo ele, algumas pessoas fazem isso com "boa intenção", mas acabam contribuindo para o sofrimento das vítimas. — A gente tem tentado contato com essas pessoas, inclusive influenciadores, para que não divulguem as imagens de um modo que possa prejudicar a imagem dessas crianças que estão para sempre marcadas com esse acontecimento — afirmo. — Quem tiver informação deve procurar a polícia, porque assim dá auxílio a quem pode efetivamente fazer alguma coisa sem expor ainda mais as crianças que já foram tão vitimadas. Com Globo News

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