{
"$type": "site.standard.document",
"bskyPostRef": {
"cid": "bafyreihgmt6bzoglqigfx5tuavtdd36zlparrxo5jmn5uyxqbugh3ujsti",
"uri": "at://did:plc:jyxhsywpmmdp5j2fxziceuc7/app.bsky.feed.post/3mkpgt5jmejj2"
},
"coverImage": {
"$type": "blob",
"ref": {
"$link": "bafkreidoytzkeevoyk7flgzivgc7mmkxndppp4q2n5hxr5va6iijekothu"
},
"mimeType": "image/jpeg",
"size": 475502
},
"path": "/brasil/noticia/2026/04/30/brasil-supera-os-eua-em-ranking-global-de-liberdade-de-imprensa-pela-1a-vez-aponta-reporteres-sem-fronteiras.ghtml",
"publishedAt": "2026-04-30T10:13:59.000Z",
"site": "https://oglobo.globo.com",
"tags": [
"O Globo"
],
"textContent": "\nO Brasil apareceu à frente dos Estados Unidos no ranking global de liberdade de imprensa divulgado nesta quinta-feira pela Repórteres Sem Fronteiras (RSF), em um relatório que traça um quadro de deterioração histórica para o jornalismo no mundo. Novo relatório: Liberdade de imprensa no mundo atinge menor nível em 25 anos Cenário: Mortes de profissionais da imprensa batem recorde em 2025; Israel foi responsável por dois terços dos casos, diz ONG Segundo a classificação anual da organização, o Brasil ocupa a 52ª posição, enquanto os Estados Unidos caíram para o 64º lugar, ampliando o recuo registrado no ano passado e aprofundando o desgaste do ambiente para a imprensa americana. A RSF afirma que a liberdade de imprensa global atingiu seu pior nível em 25 anos. De acordo com a entidade, 52,2% dos países analisados estão hoje em situação “difícil” ou “muito grave”, percentual muito acima dos 13,7% registrados em 2002. A organização atribui parte dessa deterioração ao avanço de legislações mais restritivas, especialmente aquelas ligadas a segurança nacional, além do aumento de pressões políticas, econômicas e legais sobre jornalistas e veículos de comunicação. Brasil sobe, EUA recuam Na América Latina, o Brasil aparece entre os países que avançaram nos últimos anos. Segundo a RSF, o país subiu 58 posições desde 2022, movimento que o levou ao 52º lugar no ranking atual. Já os Estados Unidos perderam sete posições neste ano e passaram a ocupar o 64º lugar. Segundo o relatório, pesaram contra o país os ataques recorrentes do presidente Donald Trump à imprensa — classificados pela organização como “uma prática sistemática” —, além da redução de financiamento a veículos internacionais e episódios envolvendo jornalistas que cobriam políticas migratórias. — Os ataques contra jornalistas estão mudando. Jornalistas continuam sendo assassinados, continuam existindo jornalistas presos, mas as pressões também são econômicas, políticas e legais — afirmou à AFP Anne Bocandé, diretora editorial da RSF. América Latina vive 'espiral de violência e repressão' Apesar do avanço brasileiro, a RSF alerta para um cenário preocupante em parte da região. Segundo a organização, vários países da América Latina estão mergulhados em uma “espiral de violência e repressão”. O Equador teve a maior queda regional, despencando 31 posições, para o 125º lugar. O Peru caiu para 144º após registrar o assassinato de quatro repórteres em 2025. Argentina e El Salvador também recuaram, em meio ao aumento de pressões governamentais sobre a imprensa, segundo o relatório. No cenário global, apenas sete países do norte da Europa — liderados pela Noruega — aparecem na categoria máxima de liberdade de imprensa considerada “boa”. Segundo a RSF, hoje menos de 1% da população mundial vive em países com esse nível de proteção ao jornalismo.",
"title": "Brasil supera os EUA em ranking global de liberdade de imprensa pela 1ª vez, aponta Repórteres Sem Fronteiras"
}