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  "textContent": "\nA Promotoria federal de Nova York acusou, nesta quarta-feira, o governador do estado mexicano de Sinaloa, Rubén Rocha Moya, de narcotráfico, informou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Medida ocorre em meio à escalada de tensão entre os dois países por conta da pressão crescente que o presidente americano, Donald Trump, tem aplicado sobre o governo mexicano por um combate mais ostensivo às organizações criminosas, sob ameaças de realizar ações militares unilaterais em território mexicano contra os cartéis. Diante deste cenário, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, tem trabalhado exaustivamente para conter as investidas de Trump, que entraram em nova fase com o anúncio de hoje. Governo busca equilíbrio: Concessões de presidente do México ao governo Trump alimentam tensão com sua base política Combate ao narcotráfico: Captura de chefe de organização criminosa no México desencadeia bloqueios e atos de vandalismo na fronteira com os EUA Rocha Moya, membro do partido governista Morena, comanda este violento estado desde 2021. Durante sua gestão, Sinaloa tem sido sacudido por disputas entre duas facções do cartel de mesmo nome. Segundo um comunicado, a Promotoria disse que Rocha Moya e outros \"antigos ou altos funcionários do governo e das forças de ordem\" se associaram ao Cartel de Sinaloa \"para distribuir quantidades massivas de narcóticos nos Estados Unidos\". Entre os indiciados estão um senador do Morena, Enrique Inzunza, o prefeito de Culiacán (capital do estado), Juan de Dios Gámez, o vice-procurador-geral do estado, Dámaso Castro, e o secretário de Administração e Finanças do estado, Enrique Díaz Vega. A promotoria afirmou que a facção dos filhos de Joaquín \"El Chapo\" Guzmán dentro do Cartel de Sinaloa, conhecida como \"Los Chapitos\", ajudou Rocha Moya a se eleger governador. \"Em troca, tanto antes quanto depois de se tornar governador, Rocha Moya se encontrou com os 'Chapitos', prometendo-lhes proteção enquanto distribuíam grandes quantidades de drogas para os Estados Unidos\", afirma o documento. O Cartel de Sinaloa é um dos seis grupos mexicanos de narcotráfico designados como organizações terroristas pelo presidente dos EUA. O ciclo de contenção das investidas de Trump é alimentado por exigências cada vez maiores, seguidas por conversas telefônicas em que Sheinbaum acalma os interesses do presidente americano, toma medidas para agradar, recebe elogios públicos e é confrontada com mais reivindicações. Initial plugin text Em reportagem publicada no domingo, o Los Angeles Times já havia revelado que, além da ofensiva americana contra o narcotráfico, o governo Trump havia lançado também uma campanha contra políticos mexicanos com ligações ao crime organizado. As investigações americanas envolveriam não apenas o cancelamento dos vistos americanos de suspeitos, afetando pelo menos cinquenta políticos e funcionários mexicanos, mas também a preparação de “denúncias criminais em tribunais americanos”, dizia a publicação. Desde então, o governo mexicano vinha tentando minimizar o impacto, alegando não ter registro de quem foi afetado e acusando Washington de não compartilhar essas informações com seu governo. Na última sexta-feira, o embaixador dos EUA, Robert Johnson, exigiu \"certeza, segurança e um ambiente livre de corrupção\" para os investimentos americanos. Ele concluiu seu discurso dizendo: \"Provavelmente veremos ações significativas sobre este assunto em breve. Fiquem atentos\". \"É isso que estamos fazendo\", respondeu a presidente mexicana. Nesta segunda-feira, a mandatária reforçou o tom pelo combate à corrupção e em defesa da soberania mexicana. — Se houver uma investigação por parte de qualquer procuradoria contra qualquer servidor público no México, deve haver provas e evidências claras. Não vamos acobertar ninguém que tenha provas de corrupção — afirmou durante sua coletiva de imprensa matinal, concluindo com uma mensagem que soou como um contra-ataque: — E também, nos Estados Unidos, eles têm que revisar os casos nos Estados Unidos. (...) Não queremos ter um relacionamento ruim com o governo dos EUA, mas eles têm que nos respeitar. (Com AFP)",
  "title": "Justiça dos EUA acusa governador do estado mexicano de Sinaloa de narcotráfico"
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