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"publishedAt": "2026-04-29T14:10:45.000Z",
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"O Globo"
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"textContent": "\nO secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, presta depoimento nesta quarta-feira ao Congresso pela primeira vez desde o início da guerra com o Irã, em uma audiência marcada por pressões de parlamentares sobre os custos do conflito, a estratégia militar e mudanças no comando das Forças Armadas. Contexto: Chefe do Pentágono vai depor pela primeira vez ao Congresso sobre guerra no Irã Guerra no Oriente Médio: Nova proposta do Irã para encerrar guerra enfrenta resistência de Trump Convocado para discutir a proposta de orçamento de defesa de 2027, que prevê gastos recordes de US$ 1,5 trilhão, Hegseth deve, ao lado do chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, defender a ampliação de investimentos em drones, sistemas de defesa antimísseis e navios de guerra. O depoimento, porém, ocorre sob o impacto da guerra iniciada em 28 de fevereiro por Estados Unidos e Israel sem aprovação do Congresso. Parlamentares democratas devem concentrar questionamentos no aumento dos custos, na redução de estoques estratégicos de munição e em episódios como o bombardeio de uma escola que matou crianças. Também há expectativa de cobranças sobre a capacidade de defesa contra drones iranianos, alguns dos quais atingiram alvos e causaram mortes e feridos entre militares americanos. Embora um cessar-fogo frágil esteja em vigor, tentativas no Congresso de limitar os poderes de guerra do presidente Donald Trump fracassaram, mantendo o conflito sem autorização formal do Legislativo. Republicanos, por sua vez, dizem confiar na condução de Trump, mas demonstram preocupação com a duração da guerra e seus efeitos políticos. O cenário externo também pressiona o governo. O bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã — rota estratégica para o transporte global de petróleo — fez disparar os preços da energia e agravou o custo político do conflito às vésperas das eleições de meio de mandato. Os Estados Unidos responderam com bloqueio naval e reforço militar na região, incluindo o envio de três porta-aviões ao Oriente Médio. As negociações para encerrar a guerra seguem travadas. O governo Trump avalia com ceticismo uma proposta iraniana que prevê a reabertura do estreito em troca do fim das hostilidades, da suspensão do bloqueio americano e do adiamento das discussões sobre o programa nuclear de Teerã. Além da condução da guerra, Hegseth deve enfrentar questionamentos sobre a recente demissão de altos oficiais militares. Entre eles está o principal oficial do Exército, general Randy George, além de outros generais e almirantes, após a saída do secretário da Marinha, John Phelan. As decisões provocaram reação no Congresso. O senador Thom Tillis afirmou que passou a reconsiderar seu apoio ao secretário, enquanto o deputado Austin Scott classificou a demissão de George como “um desserviço extremo” ao Exército e “conduta imprudente”. A audiência marca a primeira vez que Hegseth enfrenta questionamentos diretos de parlamentares sobre a guerra, após evitar escrutínio público mais amplo nas últimas semanas. As discussões devem se estender também ao Senado, onde ele e Caine participam de nova audiência na quinta-feira. Em atualização.",
"title": "Chefe do Pentágono depõe no Congresso pela 1ª vez desde início da guerra com o Irã"
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