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  "publishedAt": "2026-04-27T18:17:40.000Z",
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    "O Globo"
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  "textContent": "\nPreocupações com o acesso ao território americano, a liberdade de manifestação ou de imprensa: a ONG Human Rights Watch (HRW) alertou, nesta segunda-feira (27), para os riscos de uma Copa do Mundo de futebol 2026 marcada por \"exclusão e medo\" nos Estados Unidos. Impasse: Secretário de Estado dos EUA nega que o país queira excluir o Irã da Copa do Mundo País sede em 1993: Conmebol avalia Equador como possível sede da Copa América de 2028 Em um documento destinado aos jornalistas que vão cobrir o evento principalmente nos Estados Unidos, mas também no Canadá e no México, a HRW avaliou que a política anti-migratória do presidente americano, Donald Trump, ameaça azedar a festa para migrantes e visitantes. De suas instalações em Berlim, a HRW convidou outras ONGs para uma coletiva de imprensa sobre o evento máximo do futebol, que será disputado entre 11 de junho e 19 de julho nos três países da América do Norte. — Os torcedores, os jornalistas e as demais pessoas que viajarem aos Estados Unidos (...) correm o risco de ter que enfrentar a prisão, a expulsão ou a discriminação em um panorama de direitos prejudicado pelas políticas da administração Trump — alertou Maja Liebing, da equipe encarregada das Américas na Anistia Internacional. Em sua síntese, a Human Rights Watch acusa a Fifa de ter dado até agora uma \"resposta tímida\" e não ter \"usado sua influência\" com Washington. Bruxa solta: Copa tem pelo menos 10 grandes nomes vetados ou sob dúvida; veja lista O presidente da Fifa, Gianni Infantino, único dirigente esportivo presente na posse de Trump, não esconde sua proximidade pessoal com o presidente americano, a ponto de ter entregue a ele em dezembro um \"Prêmio Fifa da Paz\", criado para a ocasião e cujos critérios nunca foram explicados. Andrea Florence, diretora da Sport & Rights Alliance, pediu à Federação Internacional de Futebol que \"zele para que este Mundial respeite e faça os Direitos Humanos progredirem\". A HRW destaca que, com base em dados do governo americano, foram registradas 167.000 detenções nas onze cidades-sede do torneio de futebol entre a volta de Trump ao poder no início de 2025 e o começo de 2026. A organização destacou, ainda, a detenção em um centro para migrantes e posterior expulsão por agentes do ICE (encarregados da detenção e expulsão de estrangeiros em situação irregular) de um solicitante de asilo que tinha viajado para assistir à final do Mundial de Clubes 2025 em Nova Jersey, na companhia de seus filhos. Quatro países classificados para a Copa do Mundo (Irã, Haiti, Senegal e Costa do Marfim) poderiam jogar sem torcedores devido às proibições de viagem impostas pelo governo americano a cidadãos destes países.",
  "title": "Copa do Mundo: Human Rights Watch teme mundial 'da exclusão e do medo' nos EUA com política anti-migratória de Trump"
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