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Mulher com paralisia cerebral realiza salto de paraquedas a 5,3 mil metros nos EUA; marca pode virar recorde

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo April 27, 2026
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Uma mulher do estado de Washington, nos Estados Unidos, pode ter estabelecido um novo recorde no paraquedismo ao realizar um salto em tandem (ou salto duplo) a mais de 5 mil metros de altitude. Diagnosticada com paralisia cerebral desde o nascimento, Tania Finlayson completou a descida, neste fim de semana, acompanhada do instrutor Zephaniah Knottnerus, em uma experiência que alia desempenho esportivo e superação. Vídeo: Mesmo com o pé ferido e sangrando, atleta olímpica completa a Maratona de Londres em 7º lugar Jardim supera melhor sequência de vitórias de Filipe Luís no Flamengo e se aproxima de marca de Jorge Jesus Sem controle dos membros e sem fala, Finlayson utilizou um sistema de comunicação computadorizado personalizado para relatar a experiência. O salto ocorreu a partir de 5.395 metros de altura, com velocidade que chegou a 201 km/h. Antes dela, o marido, Ken, e o filho, Michael, de 20 anos, também participaram da atividade. De acordo com os dados preliminares publicados pela ABC News, o salto pode representar dois novos recordes estaduais: a maior distância de queda com uso de paraquedas de frenagem, conhecido como “drogue”, e a maior velocidade vertical registrada nesse tipo de descida. A marca ainda depende de validação oficial da United States Parachute Association. O papel do paraquedas de frenagem O chamado “drogue” é um dispositivo essencial em saltos tandem. Trata-se de um pequeno paraquedas acionado logo após a saída da aeronave, cuja função é estabilizar os praticantes e reduzir a velocidade da queda, garantindo condições seguras para a abertura do paraquedas principal. Segundo a USPA, o equipamento atua como um mecanismo de arrasto que regula a taxa de descida no ar. Apesar das limitações físicas, Finlayson não é iniciante na modalidade. Ela já realizou mais de 50 saltos, conforme informou em entrevista à ABC News. Para ela, a prática representa mais do que um desafio esportivo. — Para mim, saltar de paraquedas é como ganhar liberdade. Por um instante, não sou definida pela minha deficiência — afirmou, por meio de seu dispositivo de comunicação. Após o salto, Finlayson descreveu a experiência como “especial” e “um pouco surreal”. Ela também destacou o caráter inclusivo da atividade. — O paraquedismo é uma daquelas raras experiências em que todos podemos participar plenamente, lado a lado — disse. A confirmação oficial das marcas ainda está em análise, mas o feito já chama atenção por ampliar os limites da acessibilidade no esporte e reforçar o papel da tecnologia e da adaptação na inclusão de pessoas com deficiência em atividades de alto desempenho. A confirmação oficial das marcas ainda está em análise, mas o feito já chama atenção por ampliar os limites da acessibilidade no esporte e reforçar o papel da tecnologia e da adaptação na inclusão de pessoas com deficiência em atividades de alto desempenho.

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