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"publishedAt": "2026-04-25T12:07:27.000Z",
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"O Globo"
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"textContent": "\nMilhões de pessoas em todo o mundo começam o dia com café. Essa tradição chamou a atenção de especialistas que decidiram analisar os possíveis efeitos dessa bebida em diferentes organismos. A maioria dos estudos concorda que o consumo moderado é muito benéfico para a saúde. Como medir o comprimento de uma vagina? Saiba qual é o tamanho médio Cachorro caramelo: qual é a sua origem e por que é tão comum na América Latina? A Associação Americana do Coração afirma que o consumo moderado de café não representa risco para o sistema cardiovascular. Já a Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) declara que até 400 miligramas de cafeína por dia podem ser tolerados pela maioria dos adultos saudáveis. Seguindo essa mesma linha de raciocínio, o médico e divulgador científico britânico Tim Spector compartilhou em suas redes sociais um estudo que realizou com outros cientistas, no qual analisou a microbiota de 22 mil pessoas em 25 países para entender como o café afeta os micróbios armazenados no corpo. Os resultados mostraram uma relação clara entre o consumo de café e a diversidade bacteriana. Segundo o especialista, os consumidores de café têm um microbioma intestinal mais rico do que os não consumidores. — Identificamos mais de 100 espécies bacterianas relacionadas ao consumo de café. A descoberta mais notável foi a da bactéria Lawsonibacter asaccharolyticus, que era de seis a oito vezes mais abundante em consumidores regulares de café — explica Spector. Esse microrganismo, que também pode ser encontrado em pessoas que não bebem café, parece ser ativado e se multiplicar ao entrar em contato com os componentes da bebida. — Curiosamente, essa mesma relação se manteve verdadeira para o café descafeinado, sugerindo que os efeitos não provêm da cafeína, mas da rica mistura de compostos vegetais presentes no café, como os polifenóis — disse. Pela 1ª vez: cientistas fazem 'tomografia' em múmias egípcias e descobrem sinais de doenças de mais de 2.300 anos Dessa perspectiva, o café atuaria como um modulador da microbiota intestinal, promovendo um ambiente intestinal mais diverso e equilibrado. Esse fator é fundamental, visto que uma maior diversidade bacteriana costuma estar associada a uma melhor saúde geral. — Em outras palavras, a composição química do café poderia ajudar a explicar por que aqueles que o consomem regularmente tendem a apresentar melhores indicadores de saúde metabólica e cardiovascular — concluiu Spector. Os resultados desta pesquisa reforçam a ideia de que pequenas rotinas diárias podem ter um impacto significativo no bem-estar. Neste caso, o café, tanto com cafeína quanto descafeinado, pode fazer parte de uma dieta que favoreça a saúde intestinal e cardiovascular. Como consumir café pela manhã para aproveitar seus benefícios? Para obter esses efeitos positivos, os especialistas concordam que a chave está no consumo moderado e em como ele é incorporado à sua rotina. O ideal é optar por café preto ou com baixo teor de açúcar, já que adições excessivas — como xaropes, cremes ou adoçantes — podem neutralizar seus benefícios. Além disso, recomenda-se consumi-lo pela manhã ou no início do dia , quando o corpo consegue absorver melhor suas propriedades sem interferir no sono.",
"title": "Café: consumir essa bebida pela manhã pode ter mais aspectos positivos do que se pensava; entenda"
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