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Em primeira visita de líder estrangeiro à Venezuela após queda de Maduro, Petro e Delcy anunciam cooperação militar contra 'máfias'

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo April 24, 2026
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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciaram nesta sexta-feira um acordo de cooperação militar para combater "máfias" que operam na fronteira porosa entre os dois países, em um encontro que marcou a primeira visita de um líder estrangeiro a Caracas desde a captura do líder chavista Nicolás Maduro e da primeira-dama Cília Flores por militares americanos em janeiro. O GLOBO responde: 'Por que, apesar de venezuelano, Maduro está sendo julgado nos EUA?' América Latina: Justiça argentina confirma ordem para apreender R$ 2,5 bilhões em bens de Cristina Kirchner, filhos e empresário — Ambos os países propusemos a elaboração (...) de planos militares, mas também o estabelecimento imediato de mecanismos para compartilhar informações e para o desenvolvimento de inteligência — afirmou Delcy, que assumiu a Presidência após Maduro ser levado pelas tropas americanas e vem tentando restabelecer a diplomacia após a crise. Initial plugin text Petro declarou que o "esforço comum" deve ser orientado para "libertar os povos da fronteira" de máfias que lucram com atividades econômicas ilegais. O presidente citou o tráfico de cocaína, a mineração ilegal de ouro e de terras raras, além do tráfico de pessoas. A segurança da fronteira de 2,2 mil quilômetros já havia sido anunciada como um ponto central da pauta da viagem de Petro a Caracas. Durante a reunião, os presidentes também conversaram sobre planos para a interconexão elétrica no oeste da Venezuela, região afetada por racionamentos de energia na última década. Também falaram sobre uma "interconexão de gás". O líder colombiano desembarcou na capital venezuelana e seguiu para o Palácio Miraflores, em uma visita oficial cercada de simbologia, sobretudo em se tratando de uma figura política considerada simpática ao presidente retirado do cargo — e que condenou as operações militares em solo venezuelano, descrevendo o caso como um "sequestro". EUA atacam Venezuela, capturam Maduro e retiram líder chavista do país Elevada à Presidência após a queda de Maduro, Delcy, vice do ex-líder, tentou contornar a crise gerada pela intervenção americana por via diplomática. Ela retomou relações diplomáticas com Washington e promoveu reformas jurídicas para facilitar o investimento privado e estrangeiro em petróleo, gás e mineração. Nesta sexta, voltou a agradecer a Petro pelo apoio após o ataque americano. — [Petro] foi uma das primeiras pessoas [a expressar solidariedade] — destacou a presidente interina. — Quero agradecer novamente . Uma reunião entre os dois líderes estava prevista para meados de março na parte colombiana da fronteira, mas foi cancelada de última hora por motivos de segurança. (Com AFP)

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