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  "publishedAt": "2026-04-24T18:08:29.000Z",
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    "O Globo"
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  "textContent": "\nA Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter a prisão do ex-presidente do Banco Regional de Brasília, Paulo Henrique Costa, suspeito de aceitar propina de R$ 146,5 milhões, em imóveis, do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. A ordem expedida pelo relator, André Mendonça, e cumprida pela Polícia Federal na quinta passada é analisada em sessão virtual. O julgamento teve início nesta manhã e está previsto para terminar nesta sexta-feira. Os ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques acompanharam o voto de Mendonça, no sentido de confirmar a prisão de Costa. Na sessão virtual, o relator reforçou os argumentos citados na decisão expedida na semana passada. Ao autorizar a quarta fase da Operação Compliance Zero, o ministro apontou \"fortes indícios\" de que Costa atuava como \"verdadeiro mandatário\" de Vorcaro no BRB. O inquérito aponta que o ex-presidente do BRB atuava a favor da compra do Master pela instituição que presidia. A contrapartida para a seria o pagamento de propina, segundo a PF. Segundo Mendonça, a prisão preventiva de Costa visou a garantia da ordem econômica, a conveniência da instrução criminal e a futura aplicação da lei penal, citando indícios de continuidade de práticas delitivas. \"Evita-se, com a custódia, a destruição ou alteração de provas; a combinação de versões com outros integrantes da organização criminosa; a ocultação de ativos e documentos empresariais; bem como o funcionamento de estruturas empresariais de fachada\", sustentou, ao autorizar a prisão. O ministro considerou que, em razão dos \"fortes indícios da existência de bens de elevado valor adquiridos com recursos ilícitos\", há risco \"concreto\" de desaparecimento de recursos e bens \"necessários à recomposição dos danos decorrentes dos ilícitos\" sob investigação. Ao dar o parecer pela prisão de Costa, a Procuradoria-Geral da República destacou que o ex-presidente do BRB foi \"peça essencial\" para viabilizar a aquisição das carteiras fraudulentas do Master. O Ministério Público Federal destacou que, dos R$ 146 milhões prometidos em propina, R$ 74,6 milhões já teriam sido efetivamente pagos. O advogado Cléber Lopes, um dos representantes de Costa, disse, após a prisão de seu cliente, considerar a prisão \"absolutamente desnecessária\". O advogado ainda citou \"exagero\".",
  "title": "Segunda Turma do STF forma maioria para manter ex-presidente do BRB na prisão"
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