{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreiaovgdvv7z5f5jsivn5v4zbgcgrfe5fhqhwpnpj4hb7s4usvs23xe",
    "uri": "at://did:plc:jyxhsywpmmdp5j2fxziceuc7/app.bsky.feed.post/3mkb6p2fvp232"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreie5lymyiofii4l3otyebmkpet6znhptuqicoh6r5fbqsqcqxmiduu"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 98419
  },
  "path": "/mundo/epoca/noticia/2026/04/24/mortes-e-desaparecimentos-de-cientistas-nos-eua-alimentam-teorias-conspiratorias-na-internet-e-revoltam-familiares-entenda.ghtml",
  "publishedAt": "2026-04-24T18:08:05.000Z",
  "site": "https://oglobo.globo.com",
  "tags": [
    "O Globo"
  ],
  "textContent": "\nMortes e desaparecimentos de ao menos dez pessoas ligadas a áreas científicas e técnicas nos Estados Unidos passaram a alimentar teorias conspiratórias na internet, gerando repercussão e mobilizando autoridades. Familiares das vítimas reagem às especulações e classificam o movimento como “repugnantes”. Com óculos de realidade virtual: Príncipe Harry acompanha operação de desminagem com drones e robôs na Ucrânia Vídeo: Troca de tiros em shopping nos EUA deixa um morto e cinco feridos após briga entre grupos Os casos, que envolvem profissionais de diferentes áreas — de pesquisadores a assistentes administrativos — vêm sendo agrupados online sob a ideia de “cientistas desaparecidos”, apesar de não apresentarem conexão comprovada entre si. Entre os episódios está o assassinato do astrônomo Carl Grillmair, de 67 anos, morto a tiros em casa, na Califórnia, em fevereiro. Um homem de 29 anos, Freddy Snyder, foi acusado de homicídio e invasão de domicílio e deve responder à Justiça. A viúva de Grillmair, Louise, rejeita as teorias que circulam na internet. — Acho que é um completo absurdo. Quero dizer, existem os fatos, e eles estão aí — afirma. Ela sustenta que o crime pode ter sido motivado por vingança. Segundo seu relato, o suspeito já havia aparecido armado na propriedade anteriormente, e um vizinho chegou a acionar o serviço de emergência. — Veio por vingança, achando que Carl foi quem ligou para o 911 — disse. Sobre o marido, afirmou que era “provavelmente a pessoa mais gentil que já existiu”. Outro caso que passou a circular nas mesmas listas é o desaparecimento de William Neil McCasland, general aposentado da Força Aérea, no Novo México. Segundo a mulher, Susan McCasland Wilkerson, ele deixou o celular, levou uma arma e apresentava problemas de saúde recentes. — Indícios de que ele planejou não ser encontrado — afirmou. Ela também rebateu associações com teorias ufológicas. Disse que o marido estava aposentado havia quase 13 anos e “não tem nenhum conhecimento especial sobre corpos extraterrestres ou destroços do acidente de Roswell armazenados em Wright-Patt”. Em tom irônico, escreveu: “Neste momento, sem nenhum sinal dele, talvez a melhor hipótese seja que alienígenas o teletransportaram para a nave-mãe”. O desaparecimento de Melissa Casias, assistente administrativa do Laboratório Nacional de Los Alamos, também foi incluído nas especulações. O marido, Mark Casias, indicou que ela pode ter sumido por vontade própria. “Foram as seis semanas mais difíceis de nossas vidas sem você”, escreveu. “Sierra e eu estamos ficando mais preocupados a cada dia. Acreditamos que você está bem, mas não entendemos por que não entrou em contato”. Outros episódios citados envolvem um físico do MIT assassinado por um ex-colega, um pesquisador encontrado morto após problemas familiares e um cientista que morreu de “doença cardiovascular arteriosclerótica”. Autoridades e especialistas descartam padrão Apesar da diversidade de circunstâncias, os casos passaram a ser tratados como um conjunto por usuários na internet, o que levou ao interesse do Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes e à atuação do FBI. Especialistas contestam a existência de padrão. — A força de trabalho aeroespacial e nuclear dos EUA com acesso a segredos de Estado é de cerca de 700 mil pessoas — afirma escritor científico Mick West. Segundo ele, “a mortalidade comum ao longo de 22 meses prevê cerca de 4 mil mortes, cerca de 70 homicídios e cerca de 180 suicídios\". — A lista tem 10… As mortes são reais. O luto das famílias é real. O padrão não é. Para familiares, o principal impacto tem sido emocional. Louise Grillmair afirma que tentou rebater as especulações com informações concretas. — Eu disse: ‘Bem, posso oferecer algo melhor que uma opinião. Eu tenho os fatos'. Ela também classificou as teorias como “desrespeitosas com a memória deles”. Outros parentes usaram termos como “terríveis” e “repugnantes” para descrever a circulação de versões não comprovadas, enquanto alguns optaram por não se manifestar publicamente para evitar mais exposição.",
  "title": "Mortes e desaparecimentos de cientistas nos EUA alimentam teorias conspiratórias na internet e revoltam familiares; entenda"
}