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"textContent": "\n“Você pode soletrar Gabbana, por favor?”, pergunta Andy Sachs, a personagem interpretada por Anne Hathaway, nos primeiros momentos de “O Diabo Veste Prada”. Vinte anos depois, parece que ela finalmente aprendeu. O filme, lançado em 2006, estrelava Hathaway como a assistente atrapalhada de Miranda Priestly, uma editora de revista de moda interpretada por Meryl Streep, cujo olhar penetrante é capaz de atravessar os óculos mais escuros. A sequência do filme explora como a dinâmica entre elas — e o cenário midiático em que vivem — mudou após duas décadas. Na pré-estreia em Manhattan, na noite de segunda-feira, Hathaway e Streep posaram com seus colegas de elenco Stanley Tucci e Emily Blunt em um tapete vermelho em frente ao Lincoln Center. Houve gritos, seguidos por ainda mais gritos, dos fãs que esperavam do lado de fora há horas na esperança de conseguir um autógrafo de Streep. “Ela é a chefe”, disse Brielle Fertucci, de 15 anos, que estava na fila do lado de fora para torcer, mesmo sem ter nascido quando o primeiro filme foi lançado. Meryl Streep na premiere de 'O diabo veste Prada 2', em Nova York Lanna Apisukh/The New York Times “O Diabo Veste Prada” é baseado no romance de 2003 de Lauren Weisberger, ex-assistente de Anna Wintour na Vogue. O livro oferece uma sátira carinhosa do mundo da moda, zombando de seus excessos, mas, ao mesmo tempo, defendendo sua importância. A multidão pareceu se abrir quando Wintour, agora diretora de conteúdo da Condé Nast, entrou acompanhada de sua filha, Bee Carrozzini. Ela usava um blazer azul-marinho longo de abotoamento duplo sobre um conjunto estampado da — quem mais? — Prada. “Ela é a estrela do show”, disse um espectador enquanto Wintour caminhava em direção ao guarda-volumes. Ela não se esquivou de sua semelhança com a personagem na tela, também usando Prada na estreia do filme em Nova York, em 2006. Anna Wintour na premiere de 'O diabo veste Prada 2', em Nova York Lanna Apisukh/The New York Times A Condé Nast, editora da Vogue, e a 20th Century Studios, empresa pertencente à Disney e responsável pelo lançamento do filme, também têm investido em promoção cruzada. Wintour apareceu ao lado de Hathaway no palco do Oscar deste ano para apresentar um prêmio e posou com Streep de óculos escuros para a capa da Vogue de maio. O lançamento do filme em 1º de maio servirá como aperitivo para o Met Gala, o espetáculo de tapete vermelho de Wintour, em 4 de maio. Dentro do David Geffen Hall, no Lincoln Center, figuras da indústria refletiram sobre o quanto o filme tinha em comum com o mundo que retrata. Chloe Malle, chefe de conteúdo editorial da Vogue americana, disse que via o filme de 2006 como algo mais do que apenas uma comédia leve. “Isso mostrou para muita gente que não se interessava por moda o quão importante a indústria da moda é globalmente”, disse ela. Ela elogiou bastante o personagem interpretado por Tucci, um braço direito extremamente competente: “Todos nós precisamos de um Nigel em nossas vidas”. Tina Brown, ex-editora da Vanity Fair e da New Yorker, ficou feliz em discutir as semelhanças do filme com o império de revistas de luxo da Condé Nast. Um personagem a fez lembrar imediatamente do magnata da mídia Si Newhouse; o ator Tibor Feldman fez um trabalho “muito bom”, disse ela. Brown estava em uma conversa profunda com a jornalista de tecnologia Kara Swisher, que faz uma participação especial no filme. (Vanessa Friedman, crítica de moda do The New York Times, também faz uma breve aparição.) A sequência explora uma fantasia em que bilionários da tecnologia mantêm a mídia moderna funcionando sem interferir em sua cobertura, acrescentou Brown. \"É um filme de realização de desejos, não é?\", disse ela. O elenco original é complementado por personagens interpretados por Lucy Liu, Simone Ashley, Justin Theroux e Caleb Hearon. Pauline Chalamet, que interpreta uma assistente de revista, disse que assistiu ao original a poucos quarteirões de distância, em um cinema em Lincoln Square. \"Acho que assisti lá depois de uma aula de balé\", disse Chalamet. A sequência apresenta tecnologia mais sofisticada — os personagens têm iPhones em vez de T-Mobile Sidekicks — mas muitos de seus temas permanecem os mesmos. \"Ah, é tão icônico\", disse ela. Os convidados usavam vestidos amarelo-fluorescente e capas azul-celeste; degustavam martinis de café expresso e carregavam microbolsas não maiores que hamsters. O estilista Marc Jacobs subiu uma escada rolante com o editor da Vanity Fair, Mark Guiducci, até o nível da plateia, onde cruzaram com os patinadores artísticos Tara Lipinski e Johnny Weir. Os espectadores pegavam garrafas de água e baldes gigantes de pipoca a caminho do cinema. Pouco antes do filme começar, o diretor, David Frankel, pegou o microfone para revelar o que chamou de \"o segredo mais mal guardado do showbiz\". Era uma convidada especial: Lady Gaga, que entrou no palco com energia enquanto Streep esfregava suas luvas de ópera alegremente. Lady Gaga na premiere de 'O diabo veste Prada 2', em Nova York ANGELA WEISS / AFP As estrelas se acomodaram na plateia e Streep começou a balançar a cabeça ao ritmo da música de abertura do filme. Para alguns na plateia, o enredo era irrelevante. \"Honestamente, eu nem me importo com o que acontece\", disse Paige DeSorbo, estrela de reality show e podcaster. \"Só estou ansiosa para ver todos os figurinos.\"",
"title": "Meryl Streep, Anna Wintour e Lady Gaga brindam a ‘O Diabo Veste Prada 2’ na premiere em Nova York"
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