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Narco Fluxo: Choquei se manifesta após prisão de dono de perfil em operação da PF

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo April 21, 2026
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A página Choquei divulgou uma nota nas redes sociais após a prisão de seu fundador, Raphael Sousa Oliveira, alvo da Operação Narco Fluxo, deflagrada pela Polícia Federal. O perfil disse confiar no esclarecimento dos fatos pelas vias legais. Entenda o caso: Operação da PF que mirou MCs Poze e Ryan SP prende dono da página 'Choquei' Narco Fluxo: Artistas presos na operação podem pegar pena de até 20 anos de cadeia, se condenados Raphael foi preso temporariamente no último dia 15 durante a operação que investiga uma suposta organização criminosa acusada de movimentar cerca de R$ 1,6 bilhão em menos de dois anos, segundo a PF. A ação também teve como alvos artistas e influenciadores digitais. Initial plugin text Desde a prisão de Raphael Sousa, na última quarta-feira (15), a página, que tem mais de 27 milhões de seguidores no Instagram, não havia realizado novas publicações. Preso em Goiânia, o dono da página também é alvo de mandado de busca e apreensão. Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado na pela Narco Fluxo usava operações financeiras, dinheiro em espécie e criptomoedas para ocultar valores no Brasil e no exterior. — A página CHOQUEI nunca manteve qualquer vínculo com organização criminosa, tampouco prestou serviços com finalidade diversa daquela inerente à sua atividade econômica lícita, consistente em publicidade e marketing digital, nos termos da legislação aplicável — diz a nota divulgada. — No que se refere às pessoas mencionadas no contexto investigativo, esclarece-se que as relações profissionais existentes limitaram-se à prestação de serviços publicitários regularmente contratados, vinculados à divulgação de seus trabalhos artísticos, musicais e de suas atividades como influenciadores digitais, tal como ocorre e sempre ocorreu com diversos outros artistas, influenciadores e marcas atendidos ao longo de sua trajetória no mercado — afirma em outro trecho. Pena de até 20 anos Presos na operação, os MCs Ryan SP e Poze do Rodo e os influenciadores Chrys Dias e Raphael Sousa Oliveira podem pegar até 20 anos de prisão cada um, se julgados e condenados. Os crimes investigados são lavagem de dinheiro, associação criminosa e evasão de divisas. Segundo as investigações, Ryan e Poze são suspeitos de ocultar e dissimular valores provenientes de atividades ilícitas, utilizando empresas de produção musical e entretenimento para misturar receitas legítimas com recursos de apostas ilegais e rifas. Para este crime, a lei prevê pena de 3 a 10 anos de prisão. Já associação criminosa tem uma pena que pode ficar entre 1 e 3 anos de reclusão, podendo chegar até 4 anos e 6 meses, se houver agravantes, como organização armada. Para a evasão de divisas, a lei prevê multa e 2 a 6 anos de pena. Se somadas as maiores penas possíveis em casa uma das acusações, a pena chegaria a 20 anos e 6 meses. No entanto, se não forem absolvidos de nenhum dos crimes e pegarem as menores penas previstas, seriam 6 anos de prisão. A acusação relativa a associação criminosa e evasão de divisas seria porque eles participariam de um grupo estruturado para cometer crimes financeiros que fazia transferências ilegais de recursos para o exterior. Em nota, a defesa do MC Poze do Rodo afirmou que "desconhece os autos ou teor do mandado de prisão", e que "com acesso aos mesmos, se manifestará na Justiça para restabelecer sua liberdade e prestar os devidos esclarecimentos ao Poder Judiciário". Já a defesa de MC Ryan afirmou que ainda "não teve acesso ao procedimento que tramita sob sigilo, razão pela qual está impossibilitada de apresentar manifestação específica sobre os fatos", mas que "todos os valores que transitam por suas contas possuem origem devidamente comprovada, sendo submetidos a rigoroso controle e ao regular recolhimento de tributos, o que sempre foi observado de maneira contínua e responsável". A defesa de Chrys Dias, influenciador digital e empresário de Ryan, ainda não foi localizada. São cumpridos mandados de prisão e busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal. Já foram apreendidos joias, carros de luxo, dinheiro em espécie e equipamentos eletrônicos. Segundo a PF, a ação desta quarta é uma nova fase de investigações anteriores, que identificaram a atuação do grupo em esquemas de lavagem de dinheiro, que movimentou R$ 1,6 bilhão. Mais de 200 policiais federais cumprem 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos.

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