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  "textContent": "\nO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que representantes americanos estão a caminho do Paquistão para negociações com o Irã. 'Paz como negócio': Diplomacia de CEO de Trump fragiliza alianças e diminui credibilidade dos EUA Ampliação de ofensiva naval contra o Irã: EUA se preparam para abordar navios em águas internacionais, diz jornal “Meus representantes estão indo para Islamabad, no Paquistão; eles estarão lá amanhã à noite para negociações”, escreveu nas redes sociais. “Estamos oferecendo um acordo muito justo e razoável, e espero que aceitem, porque, se não aceitarem, os Estados Unidos vão destruir todas as usinas de energia e todas as pontes no Irã”, acrescentou. Initial plugin text Ao alertar que \"não haverá mais 'senhor bonzinho'” caso as conversas fracassem, Trump afirmou que essas infraestruturas “serão derrubadas rapidamente, com facilidade”. \"Se eles não aceitarem o ACORDO, será minha honra fazer o que precisa ser feito, o que deveria ter sido feito ao Irã por outros presidentes nos últimos 47 anos\", afirmou. Veja: Irã mantém o Estreito de Ormuz fechado a três dias do fim da trégua com EUA A composição da delegação americana para as novas tratativas gerou versões divergentes. Um funcionário da Casa Branca disse que o vice-presidente JD Vance participará das negociações em Islamabad, acompanhado do enviado especial Steve Witkoff e do genro de Trump, Jared Kushner, contrariando declaração feita minutos antes pelo próprio presidente. Segundo Trump, Vance não estaria à frente da delegação americana por motivos de segurança. Ainda não está claro se o Irã participará das conversas nem quem integrará sua equipe negociadora caso envie representantes ao Paquistão. No sábado, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, que lidera as negociações por Teerã, afirmou que houve algum avanço nas conversas com os EUA, mas que ainda há impasses importantes e que um acordo final está distante. Troca de críticas: Cruzada contra Papa Leão XIV pode custar caro a Trump Segundo ele, qualquer entendimento deverá ocorrer de forma gradual, com medidas recíprocas, e Washington precisa “reconquistar a confiança do povo iraniano”. Em discurso televisionado, Ghalibaf afirmou ainda que os EUA não conseguiram pressionar o Irã por meio de ultimatos e que o país está pronto para retomar os combates “a qualquer momento”, apesar de buscar consolidar seus ganhos por meio da diplomacia. Em publicação na rede Truth Social, Trump também acusou o Irã de violar o cessar-fogo ao realizar ataques no Estreito de Ormuz no sábado. Guerra no Oriente Médio: Primeira brasileira a liderar agência da ONU sobre fundos marinhos alerta para risco de ações unilaterais sob Trump Segundo ele, ao menos três navios comerciais que tentavam atravessar a via foram alvo de disparos. A região, por onde antes do conflito passava cerca de 20% do comércio mundial de hidrocarbonetos, voltou a ser fechada por Teerã após um breve anúncio de reabertura. O Irã afirmou que não retomará o tráfego na rota estratégica enquanto os EUA mantiverem o bloqueio de seus portos. Negociações anteriores A nova rodada de negociações não será a primeira entre EUA e Irã no Paquistão. Na semana passada, o vice-presidente JD Vance deixou Islamabad sem acordo após mais de 20 horas de discussões. À época, os dois lados trocaram acusações pelo fracasso das conversas. Vance afirmou que os iranianos não aceitaram os termos propostos, enquanto Ghalibaf disse que os EUA não conseguiram conquistar a confiança da delegação iraniana. Entre os principais impasses estão o destino do urânio enriquecido do Irã, a reabertura do Estreito de Ormuz sem tarifas e o financiamento de grupos aliados, como Hezbollah e Hamas. Na capital paquistanesa, o clima já é de preparação para a chegada das delegações, com hotéis esvaziados, aulas presenciais suspensas em universidades e restrições de tráfego em diversas vias. (Com New York Times e AFP)",
  "title": "Enviados dos EUA viajam ao Paquistão para negociações com o Irã enquanto Trump ameaça ataques a centrais elétricas se não houver acordo"
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