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"publishedAt": "2026-04-17T18:17:21.000Z",
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"O Globo"
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"textContent": "\nO ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira que o cenário internacional marcado por conflitos pode levar bancos centrais ao redor do mundo a reverem a estratégia de corte de juros. Segundo ele, a avaliação predominante nas reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, em Washington, é de aumento da incerteza econômica global. — A única certeza que se tem é a incerteza dos rumos da guerra hoje — disse o ministro. De acordo com Durigan, há uma percepção de que o crescimento global deve desacelerar, ao mesmo tempo em que pressões inflacionárias tendem a aumentar. — A tendência é de queda do crescimento do mundo e uma pressão inflacionária maior, o que bota os bancos centrais mundo afora numa situação de rever um posicionamento que estava no sentido de diminuir a taxa de juros — afirmou. Apesar desse cenário mais desafiador no exterior, o ministro destacou que o Brasil teve revisão positiva de crescimento pelo FMI, na contramão da tendência global. Governo avalia medidas diante da guerra Durigan também afirmou que o governo brasileiro pode adotar novas medidas caso os efeitos dos conflitos internacionais se intensifiquem, inclusive no contexto de tensões envolvendo o Irã. Segundo ele, eventuais ações já estão previstas dentro do arcabouço econômico e respeitarão o compromisso com o equilíbrio fiscal. — Se for preciso avançar em algumas frentes, eu não vou ter problema em avançar, dado o meu arcabouço — disse. O ministro ressaltou que as medidas devem preservar a neutralidade fiscal e, quando necessário, passar pela aprovação do Congresso Nacional. — As medidas que a gente pode adotar garantem neutralidade fiscal, aprovando as regras no Congresso — afirmou. As declarações foram dadas após uma semana de reuniões com autoridades econômicas internacionais, em meio ao aumento das tensões geopolíticas e seus impactos sobre a economia global.",
"title": "Bancos centrais podem ser obrigados a rever a posição de cortar juros diante dos efeitos da guerra, avalia Durigan"
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