{
"$type": "site.standard.document",
"bskyPostRef": {
"cid": "bafyreiajaspz4mhpecyikzb3ovt3djuhyxfjsmqv73rhpl5upjhe5vtzui",
"uri": "at://did:plc:jyxhsywpmmdp5j2fxziceuc7/app.bsky.feed.post/3mjnvkhygizu2"
},
"coverImage": {
"$type": "blob",
"ref": {
"$link": "bafkreid6jx3muxbd4f5d4xbmnfpyft5hjbba6jvwkcdfq7yu45ktnt5e4i"
},
"mimeType": "image/jpeg",
"size": 4123823
},
"path": "/mundo/noticia/2026/04/16/libano-denuncia-atos-de-agressao-de-israel-em-violacao-do-cessar-fogo.ghtml",
"publishedAt": "2026-04-17T00:30:22.000Z",
"site": "https://oglobo.globo.com",
"tags": [
"O Globo"
],
"textContent": "\nO exército libanês acusou Israel, na sexta-feira, de cometer \"atos de agressão\" e bombardeios contra supostos alvos do Hezbollah no Líbano, violando o cessar-fogo de 10 dias que entrou em vigor à meia-noite no país (18h em Brasília). O Hezbollah, por sua vez, anunciou ter atacado soldados israelenses em retaliação. Esperança: Em vigor, cessar-fogo no Líbano promete alívio aos civis e espaço para diplomacia, mas caminho para a paz ainda é longo Devastação: Imagens de satélite mostram escala de demolições israelenses no Líbano, com mais de 1,4 mil edifícios destruídos em um mês Em sua conta no Twitter, o exército citou \"diversas violações do acordo, com vários atos de agressão israelense registrados, além de bombardeios esporádicos que atingiram várias aldeias\". O movimento pró-Irã Hezbollah, por sua vez, anunciou que, em retaliação, \"bombardeou uma concentração de soldados israelenses perto da cidade de Khiam\", no sul do Líbano. Mais cedo, as autoridades libanesas pediram que os civis exercessem \"cautela\" caso decidissem retornar à região. Os militares de Israel ainda não se pronunciaram. O presidente americano, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira que Israel concordou com um cessar-fogo temporário de dez dias no Líbano, medida que pode retirar um grande obstáculo das negociações para um acordo de paz entre os EUA e o Irã. Segundo o anúncio, feito por Trump na rede Truth Social, a trégua entrará em vigor nesta noite, enquanto o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Marco Rubio trabalharão com autoridades israelenses e libaneses para tentar alcançar uma “paz duradoura”. Em publicação separada, o líder americano acrescentou que o movimento xiita libanês Hezbollah está contemplado no acordo, enquanto o deputado libanês Ibrahim al-Musawi, representante do braço político do grupo xiita, disse à AFP que a organização respeitaria a trégua caso Israel interrompesse os ataques. “Esses dois líderes concordaram que, para alcançar a PAZ entre seus países, iniciarão formalmente um CESSAR-FOGO de 10 dias” a partir das 17h no horário de Washington (18h em Brasília), escreveu Trump, referindo-se ao presidente libanês, Joseph Aoun, e ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Pouco depois, Trump afirmou, ainda, que convidaria Aoun e Netanyahu para a Casa Branca para conversas: “Ambos os lados querem ver a PAZ, e acredito que isso acontecerá rapidamente”, publicou. Initial plugin text Netanyahu, por sua vez, disse ter concordado com o cessar-fogo para tentar avançar em um acordo de paz, embora tenha dito que tropas israelenses permanecerão no país vizinho, no que descreveu como uma “zona de segurança ampliada” entre a costa libanesa e a fronteira com a Síria. Sem oferecer detalhes ou provas, o premier israelense ressaltou, ainda, que o Hezbollah mantém foguetes em seu arsenal, indicando que o Estado judeu deverá “lidar com isso” como parte do “progresso rumo a um acordo de segurança e a um acordo de paz”. Segundo os termos anunciados pelo Departamento de Estado, Israel concordou com uma trégua de dez dias, que poderá ser prorrogada “caso haja progresso nas negociações e o Líbano demonstre efetivamente sua capacidade de exercer sua soberania”. Israel tem “o direito de tomar todas as medidas necessárias para sua legítima defesa”, mas veta ataques contra “alvos libaneses, incluindo alvos civis, militares e outros alvos estatais, dentro do território do Líbano, por terra, ar ou mar”. “Israel e Líbano afirmam que os dois países não estão em guerra e se comprometem a participar de negociações diretas e de boa-fé, facilitadas pelos Estados Unidos, com o objetivo de alcançar um acordo abrangente que garanta segurança, estabilidade e paz duradouras entre os dois países”, conclui o comunicado do Departamento de Estado. Guga Chacra: A geografia religiosa do Líbano e o risco de uma nova guerra civil O plano temporário, assim como as primeiras palavras do governo americano (e a ausência de certos detalhes), dão pistas sobre o grau de dificuldade das conversas. O texto afirma que as forças de segurança têm “a responsabilidade exclusiva pela soberania e defesa nacional do Líbano”, e que “nenhum outro país ou grupo pode reivindicar ser garantidor da soberania do Líbano”. Netanyahu já declarou que suas tropas continuarão em uma área próxima à fronteira, de 10 km de largura, dentro do território libanês, durante o cessar-fogo. O comunicado do Departamento de Estado diz esperar que os dois lados resolvam questões em aberto, incluindo “incluindo a demarcação da fronteira terrestre internacional”. E há o ponto mais sensível da trégua: o que fazer com o Hezbollah, o grupo político-militar apoiado pelo Irã que, em tese, é o principal alvo de Israel na atual ofensiva. A organização não participou das negociações do cessar-fogo, é contra o diálogo com Israel, mas se comprometeu a respeitar a pausa nos ataques, provavelmente a pedido de Teerã, que vê a trégua como crucial para as suas próprias negociações de paz com os EUA.",
"title": "Exército do Líbano acusa Israel de violar trégua pouco mais de três horas após entrada em vigor"
}