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"publishedAt": "2026-04-14T16:03:24.000Z",
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"O Globo"
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"textContent": "\nEm meio um momento sensível para o Superior Tribunal de Justiça, o ministro Luís Felipe Salomão destacou a \"união\" da Corte após ser eleito o próximo presidente do tribunal. A eleição se deu por unanimidade, no mesmo dia em que o STJ vai deliberar sobre a acusação de importunação sexual atribuída ao ministro Marco Buzzi e ante a expectativa para os desdobramentos do inquérito sobre suposta venda de sentenças envolvendo ex-servidores do tribunal. O ministro também pediu compreensão e apoio dos colegas para \"tarefas de altíssima responsabilidade\" e destacou seu compromisso em \"honrar\" a eleição do STJ. Ao tratar do \"tribunal unido\", ainda citou os servidores do STJ. A palavra união também marcou os pronunciamentos do atual presidente, Herman Benjamin, e do próximo vice-presidente da Corte, Mauro Campbell, também eleito nesta manhã. Ao proclamar o resultado, Benjamin destacou que a unanimidade da votação é demonstração da \"união\" do tribunal, assim como do \"mérito\" de seu sucessor e da instituição. Já Campbell fez referência à \"unidade institucional\" da Corte. Quando assumir a vice-presidência da Corte, no segundo semestre, o ministro deixará o cargo de corregedor-nacional de Justiça, função que chegou a mencionar durante discurso nesta manhã. Campbell mencionou \"mazelas\" que ocorreram em sua gestão no CNJ, mas sustentou que a magistratura brasileira é \"digna, honrada e proba\". Indicou que \"em raríssimos casos\" teve de fazer intervenções disciplinares. Além do caso envolvendo Buzzi, alvo de um inquérito aberto nesta terça-feira pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques, Salomão terá que lidar também com o desfecho do inquérito sobre o suposto esquema de venda de sentenças que contava com a atuação de lobistas, advogados, empresários e ex-servidores de gabinetes de ministros do STJ. Integrantes da Corte não são investigados. Durante a eleição desta manhã, o STJ também escolheu o ministro Benedito Gonçalves como o próximo corregedor-nacional de Justiça, que ainda deverá passar por sabatina no Senado. Benedito indicou que missão é \"espinhosa\" e disse contar com \"todo o Judiciário\" para a mesma. Natural de Salvador, Salomão é formado em direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, foi promotor do Ministério Público de São Paulo, juiz e da 2ª Vara Empresarial do Rio e desembargador da Corte fluminense. O ministro passou a integrar os quadros do Superior Tribunal de Justiça em junho de 2008, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Antes de assumir a vice-presidência do STJ, Salomão foi corregedor-nacional de Justiça entre 2022 e 2024 - período em que foi responsável por decisões que suspenderam perfis em redes sociais de diversos magistrados em razão de manifestações político-partidárias e pela abertura de auditoria nas duas instâncias da Operação Lava Jato no Paraná. Antes do CNJ, Salomão integrou o Tribunal Superior Eleitoral por quatro anos, entre 2017 e 2021, atuando inclusive como corregedor-geral da Justiça Eleitoral. Durante tal período, foi relator de ações de investigação eleitorais impetradas contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu vice Hamilton Mourão e conduziu o inquérito administrativo do TSE sobre o ataque às urnas eletrônicas em 2020.",
"title": "Salomão assume presidência do STJ e destaca ‘união’ e tarefas de ‘alta responsabilidade’ em meio a momento sensível da Corte"
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