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  "textContent": "\n\"Baciarsi i Gomiti” é uma expressão italiana comum entre os moradores do Lago de Como, cidade da Lombardia a pouco mais de 80 km da capital, Milão. Significa “beijar os próprios cotovelos”, mas carrega nas entrelinhas algo mais profundo. Traduz o sentimento compartilhado por aqueles que têm o privilégio de viver neste cenário de beleza improvável, quase inalcançável. Como beijar os próprios cotovelos. Bastam poucos minutos à margem do lago, o terceiro maior da Itália, para concordar com o raciocínio. O espetáculo começa logo cedo, quando os primeiros raios de sol se refletem nas águas verde-esmeralda deste espelho d’água em forma de Y invertido. Com cerca de 400 metros de profundidade, ele nasce das geleiras dos Alpes. É escoltado por algumas das vilas e hotéis mais luxuosos do mundo, a maioria deles instalados em palácios do século XVI absolutamente preservados, cercados por jardins tomados por cascatas de glicínias, rosas, lírios e tulipas, num cenário digno de pintura renascentista. Um lugar que já serviu de refúgio para Leonardo Da Vinci, foi frequentado por Napoleão Bonaparte e ganhou fama nos anos 2000 quando George e Amal Clooney elegeram a Villa Oleandra como um de seus endereços. Arte Mais do que orgulhar-se de sua posição geográfica privilegiada e de um elenco de celebridades — Sting, Madonna e Sylvester Stallone também figuram na lista — quer mostrar como é também uma cidade com os olhos no futuro e que segue fazendo da arte um de seus principais pilares. Neste primeiro semestre de 2026, recebe em seus espaços históricos intervenções artísticas de peso. “Entre nossos projetos mais recentes está a parceria com a Tate Gallery, que dará vida, entre maio e setembro, a obras imersivas, exposições e instalações no Palazzo del Broletto, na Pinacoteca Civica e na igreja de San Pietro in Atrio”, explica Alessandro Rapinese, prefeito da cidade. Culinária local Divulgação Como a grande maioria dos destinos europeus, que vêm sofrendo com os efeitos do turismo massivo (só no ano passado, recebeu cerca de 1,4 milhão de visitantes), a preservação e a sustentabilidade são preocupações constantes. “Trabalhamos com plantações no fundo e às margens do lago, criando ecossistemas equilibrados, oxigenando a água e controlando algas, melhorando assim todo o ambiente”, completa. Hospedagem Listening suite do hotel II Sereno Divulgação O Lago de Como é descrito por seus habitantes como um “colar”, onde cada vilarejo que o compõe é chamado de “pérola”. Entre os imperdíveis estão a charmosa Bellagio, famosa por jardins espetaculares, e a luxuosa Cernobbio, célebre pela vista panorâmica. Há ainda Varenna e Torno, este último abrigando o hotel Il Sereno (diárias a partir de 925 euros), um dos mais badalados da região. Projetado pela arquiteta espanhola Patricia Urquiola, ousa pelo design contemporâneo. Os 60 quartos olham para o lago, sendo a recém-inaugurada “listening suite”, nova manias dos hotéis de luxo, uma das mais concorridas. Batizada de Dársena, conta com 200 m2 de área e uma coleção de 500 discos de vinil raríssimos. O hotel reserva ainda outras peculiaridades cheias de requinte. A maioria dos funcionários divide o ano entre duas temporadas de trabalho: de abril a outubro em Como e, no restante do ano, na primeira unidade do Il Sereno, em St. Barths. “Às vezes, atendo um hóspede no Caribe e ele fica felicíssimo quando nos reencontramos aqui e ainda me lembro de preparar seu drinque favorito”, conta Don Vidura Nilaksha Colambage, bar manager. Já o spa Valmont (grife suíça que comanda alguns dos melhores do planeta) fica em uma casa de barco. Passeios A arte toma conta da cidade com mostras especiais: cultura Divulgação Uma boa pedida é a Villa Pliniana, palácio renascentista hoje usado para eventos inesquecíveis. No passado, Napoleão considerou comprá-lo como retiro. Mantém a grandiosidade histórica, com mosaicos originais e até um piano de cauda no qual Rossini compôs a ópera “Tancredi”, em 1813. Também foi restaurada por Patricia Urquiola. Embora a região seja para bolsos mais abastados, o charme de Como também se revela em programas simples. Aventure-se, por exemplo, pelas ruas de pedra dos vilarejos e experimente o missoltino, um peixe de água doce típico, servido grelhado e acompanhado de polenta. Se a ideia é uma pausa para um cappuccino clássico, sempre antes das 12h como manda a tradição, peça em um dos cafés locais um pedaço de rescia, pão doce original de Como, com receita datada de 1820. E então, diante da paisagem que se descortina, aprecie os sabores e a paisagem sem pressa.",
  "title": "Conheça a região de lago italiano que foi refúgio de Leonardo Da Vinci e Napoleão Bonaporte"
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