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Empresa com sede no Paraná é investigada por vender atestados falsos

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo April 14, 2026
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A Polícia Civil investiga uma empresa com sede em Londrina, no Paraná, por suspeita de participação no esquema de venda de atestados médicos falsos na internet para funcionários de empresas baseadas no Rio. Para comprovar o esquema — revelado em reportagem publicada ontem pelo GLOBO — um empresário fez um Pix no valor de R$ 49,90 no site valideatestado.com para comprar um documento com a finalidade de justificar a necessidade de ausência do trabalho mesmo sem passar por qualquer consulta. No comprovante de transferência, a empresa que aparece como beneficiária é a GRB Negócios Digitais Ltda. Saúde frágil: venda de atestados médicos virtuais falsos explode, e polícia investiga; veja como acontece Feriadão de São Jorge: Prefeitura do Rio e governo do estado decretam ponto facultativo na sexta-feira, 24 O CNPJ informado consta como ativo na Receita Federal. A empresa foi criada em dezembro de 2023 e tem como única sócia uma mulher de 23 anos. Na descrição de suas atividades, consta “preparação de documentos e serviços especializados de apoio administrativo”. O GLOBO tentou contato com a pessoa que aparece como dona da empresa, mas os telefonemas não foram atendidos. O site onde a compra dos falsos atestados era feita pela funcionária estava fora do ar ontem. Registro em São Paulo Em nota, a Polícia Civil informou que há investigações em curso sobre os atestados falsos na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), na 13ª DP (Ipanema) e na 151ª DP (Nova Friburgo). Além de apurar qual a participação da empresa no esquema, os policiais pretendem ouvir a funcionária que apresentou os atestados falsos e também a médica que aparece como signatária. A médica, que mora na Itália, afirma que seus dados foram usados sem o seu conhecimento. Registrada no Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), ela disse ter procurado o órgão que orientou que ela fizesse um registro na polícia. Por estar fora do Brasil, o sistema da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo não permitiu a conclusão da operação. Na tarde de ontem, a médica disse que finalmente conseguiu, com a ajuda de uma irmã que vive no Brasil, fazer o registro na categoria fraude/estelionato. Para dar credibilidade ao golpe, os atestados falsos são emitidos com nomes e marcas de empresas privadas e unidades de saúde pública conhecidas. A advogada de uma empresa que identificou 39 documentos fraudados só nos três primeiros meses deste ano reclamou que os pedidos de verificação da autenticidade dos podem levar 45 dias para serem respondidos. A Secretaria municipal de Saúde do Rio informou que empresas que tenham dúvida sobre a veracidade de atestados devem entrar em contato por e-mail (disponíveis on-line) com a unidade. A SMS diz que o “prazo para resposta é de no máximo 15 dias”. Procurada, a Secretaria estadual de Saúde — cujas unidades também são usadas pelos golpistas — não respondeu. Initial plugin text

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