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Sophie Charlotte e Grazi Massafera revelam impacto da maternidade em suas vidas e em 'Três Graças'

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo April 13, 2026
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No folhetim das nove, "Três Graças", a maternidade deixa de ser pano de fundo e passa a ocupar o centro da narrativa, com diferentes camadas e contradições. Na trama, Sophie Charlotte vive Gerluce, uma mulher batalhadora, mãe solo que sustenta a casa com apoio da própria mãe. Do outro lado, Grazi Massafera interpreta Arminda, figura marcada pela ambição, pela dureza emocional e por relações familiares frágeis, especialmente com o filho Raul (Paulo Mendes). Thiago Bertoldo, da dupla com Thaeme, abre bastidores do casamento com Geórgia Fröhlich e destaca pré-wedding: 'Incrível' Carol Trentini abre Rio Fashion Week e celebra retorno dos desfiles: 'É uma honra' Em cena, as duas personagens representam extremos de um mesmo tema: o que significa ser mãe em contextos sociais e afetivos tão distintos. Fora das câmeras, as atrizes também refletem sobre essas nuances, os desafios da construção das personagens e a forma como a maternidade atravessa suas próprias trajetórias pessoais. Para Sophie, dar vida a Gerluce é mergulhar em uma experiência de resistência cotidiana. "A gente representa os polos opostos na maternidade, né? No meu caso, é essa mãe que foi muito jovem na adolescência, uma mãe solo, que tem como base e apoio a própria mãe. Então, conta com essa criação junto com a avó da Joely. E, mesmo sem acesso a tudo, ela vive uma luta diária para conseguir sustentar a casa e cuidar das três. A base do amor está ali muito forte. Os vínculos estão muito bem sedimentados, muito bem construídos. Em oposição a isso, a personagem da Grazi e a família dela não têm esses vínculos de cuidado. Há ausência. Então, de um lado a gente mostra a presença, a constância do amor, construindo essas três mulheres que passam por tantos desafios sempre juntas. E, do outro, a desconexão na relação com o filho e no núcleo familiar com a mãe, o marido e o próprio filho. Representando tudo aquilo que a gente não quer viver", diz ao GLOBO. A atriz destaca ainda o impacto social da novela ao colocar no centro da história mulheres que, muitas vezes, não costumam ocupar esse espaço de protagonismo. "Pra mim foi muito bonito quando eu recebi a sinopse, quando entendi que essas mulheres estariam no centro da narrativa: a Lígia, a Gerluce e a Joely. E, como antagonista, a Arminda. Mas o centro da nossa história valoriza essa mulher que é realmente a mulher brasileira, a mulher trabalhadora, a mãe solo, a mulher de periferia que luta, que sai todos os dias de casa para trabalhar e muitas vezes com alegria no rosto, entusiasmo e garra. Isso sempre me surpreendeu e é muito bonito poder contar essa história, que tem todas as cores: sofrimento, romance, humor, drama e ação. É uma narrativa completa. Não é caricata, não fizemos uma caricatura. Apesar de ser uma obra ficcional, que também dialoga com a fantasia, essas personagens têm muita verdade. Elas existem na sociedade brasileira, e a novela as coloca no centro da narrativa. Isso foi o que mais me marcou", afirma. Sophie Charlotte Divulgação Hering Na vida real, a maternidade também atravessa escolhas profissionais e o ritmo intenso das gravações. "Uma novela é uma jornada longa, são muitos meses. Mas eu amo o que faço. Acho que é importante, sempre foi importante pra mim mostrar isso ao Otto, a minha ligação com o meu filho. Eu tive muita sorte de ter uma licença de maternidade atípica, uma licença de oito meses maravilhosa. Quem tem essa possibilidade é privilegiado. Sinto muita sorte de ter construído esse vínculo, de ter amamentado ele até um ano e oito meses, de ter presença constante e uma estrutura familiar. Minha mãe esteve super perto, e meu irmão também participou muito da criação dele. Eu me ausento porque amo o que faço, e ele sabe disso. Mas quando eu volto, também estou inteira com ele. Esse é o equilíbrio, nada fácil, dinâmico, mas que vou seguindo da forma que entendo ser possível pra mim. Agora, depois da novela, vou pegar um intervalo e ficar mais com ele. E ele já entende. Está com dez anos agora e já aprendeu como funciona a rotina da mamãe", explica. Sophie Charlotte e Grazi Massafera comentam suas personagens em 'Três Graças' Divulgação Hering Se Sophie representa o afeto como estrutura de sobrevivência, Grazi dá vida a uma personagem em que a ausência emocional é o eixo central. "A Arminda não é nenhum exemplo de mãe. Ela não tem nenhuma relação com a maternidade e também se mostra uma péssima filha. Acho que, no fundo, é uma mulher triste e solitária, mal resolvida afetivamente", destaca. A atriz também fala sobre como a maternidade real transformou sua forma de olhar para o tempo, o trabalho e as prioridades. "Depois que minha filha nasceu, as prioridades mudaram. Eu valorizo muito todo o tempo com ela. Mudou também a minha perspectiva sobre o tempo em que não estou com ela: quero dar o melhor de mim para que esse período longe valha realmente a pena. Ao gravar uma novela, trabalhamos muito. Eu sempre falo que trabalho 7/0, porque quando não estou gravando, estou estudando. Então, qualquer tempo com minha filha é valioso para ela e para mim, me reenergiza. Faço questão de estar com ela sempre, levando à escola, conversando ao final do dia, participando das atividades dela. Quando estou longe, nos falamos ao telefone… E, quando a novela acaba, fico grudada nela, matando a saudade do tempo em que fiquei fora de casa gravando", relata. Grazi Massafera Divulgação Hering No dia a dia, são os pequenos rituais que ajudam a manter o vínculo mesmo em meio à rotina intensa. "A nossa manhã é sempre especial, principalmente nesse período intenso de gravações. Tomamos café juntas e a levo para a escola. Vamos conversando bastante ou ouvindo música juntas. Ela sempre me apresenta uma música nova… É um momento de reflexão e diversão que temos, além dos momentos em que brincamos com nossos pets", detalha.

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