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    "O Globo"
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  "textContent": "\nGideon Batista de Menezes, Horácio Carlos Ferreira Barbosa, Carlomam dos Santos Nogueira, Fabrício Silva Canhedo e Carlos Henrique Alves da Silva começam, nesta segunda-feira, a serem julgados pelo Tribunal do Júri, no Fórum de Planaltina. Eles são acusados pelo homicídio de dez pessoas da mesma família e crimes relacionados no que ficou conhecido como a maior chacina do Distrito Federal. A acusação sustenta que os homens devem ser considerados culpados pelos crimes de homicídios qualificados, extorsão, roubo, sequestro, constrangimento ilegal, fraude processual, corrupção de menores, ocultação e destruição de cadáver, entre outros. O GLOBO tenta contato com a defesa dos acusados. Segundo o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), as investigações mostraram que, entre outubro de 2022 e janeiro de 2023, os quatro réus \"se associaram para tomar a Chácara Quilombo, no Itapoã, que estava sob a posse de Marcos Antônio Lopes de Oliveira\". O grupo também planejava pegar dinheiro da família da vítima. O combinado inicial, por sua vez, era matar Marcos e sequestrar seus parentes. Em 27 de dezembro de 2022, Gideon, Horácio e Carlomam, acompanhados de um adolescente, foram à casa de Marcos, onde também estavam a mulher dele, Renata Juliene Belchior, e a filha dele Gabriela Belchior de Oliveira. O três foram rendidos, enquanto os criminosos se apoderaram de quase R$ 50 mil que pertenceriam a Marcos. Ainda de acordo com a denúncia, os três rendidos foram levados para um cativeiro na região do Vale do Sol, em Planaltina. Marcos foi assassinado no local por Gideon e Horácio e, com a ajuda de Carlomam e do adolescente, teve o corpo enterrado no terreno. Na manhã seguinte, Fabrício teria assumido a vigilância do cativeiro, e o adolescente, por motivo desconhecido, fugiu. O MP afirma que Renata e Gabriela foram ameaçadas \"para que fornecessem as senhas dos celulares e das contas bancárias delas\". O grupo se passou pelas mulheres e monitoraram os passos de Cláudia da Rocha Marques e Ana Beatriz Marques de Oliveira, respectivamente, ex-mulher e outra filha de Marcos. \"O objetivo era atraí-las para uma emboscada e subtrair R$ 200 mil referentes à venda de um lote\", destaca a acusação. Entre 2 e 4 de janeiro, Gideon, Horácio e Carloman teriam ido à casa dessas outras duas vítimas. Elas foram então rendidas, amarradas, levadas para mesmo o cativeiro de Renata e Gabriela e ameaçadas para que fornecessem as senhas dos celulares e de contas bancárias. Com acesso aos telefones, os criminosos passaram a considerar que o filho de Marcos e Renata, identificado como Thiago Gabriel Belchior de Oliveira, \"poderia atrapalhar os planos\". Decidiram matá-lo. Por meio dos celulares das vítimas sequestradas, ele foi atraído à Chácara Quilombo, rendido por Carlomam e Carlos Henrique e levado ao cativeiro onde estavam as quatro mulheres. Thiago também foi ameaçado para fornecer a senha do celular. Por meio do aparelho, os criminosos fizeram contato com a mulher dele, Elizamar, também com a intenção de matá-la. Segundo a acusação, o grupo atraiu a mulher e os três filhos pequenos do casal à Chácara Quilombo. A mãe e as crianças foram rendidas, amarradas e levadas a Cristalina, em Goiás, onde foram estranguladas e mortes. O MP afirma que os corpos foram incinerados no carro de Elizamar. Ainda segundo a acusação, Gideon, Horácio e Carlomam decidiram matar as demais vítimas \"para garantir que os outros crimes não fossem descobertos\". Em 14 de janeiro, Renata e Gabriela foram levadas até Unaí (MG), onde foram estranguladas e tiveram os corpos queimados. Fabrício, então, \"aparentemente se desentendeu\" com os três e abandonou o caso. No dia seguinte, Gideon teria determinado que Claudia, Ana Beatriz e Thiago fossem mortos. O trio foi levado a uma cisterna próxima ao cativeiro e executado a facadas. Os corpos foram escondidos na cisterna. Com o objetivo de atrapalhar as investigações, Fabrício e Horácio teriam ateado fogo a objetos das vítimas.",
  "title": "Chacina no DF: réus por morte de 10 pessoas da mesma família vão a júri"
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